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Indústria de tissue tem maturidade para lidar com a crise, diz presidente da Carta Fabril

De acordo com Victor Coutinho, os fabricantes enfrentam uma situação atípica: aumentos de custos somados à falta de insumos para a fabricação de papel

O ciclo do primeiro semestre de 2021 se encerra com altas históricas nos preços de insumos para a indústria de tissue. Além dos custos acentuados, os insumos para a produção de papel estão cada vez mais escassos – um cenário atípico no segmento.

“O que torna esse momento tão singular é que a nossa indústria nunca enfrentou uma situação parecida”, observou o presidente da Carta Fabril, Victor Coutinho durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes. “Já tivemos pico da celulose, do câmbio, porém, uma situação em que tudo ocorra simultaneamente, pelo menos para mim, que estou há 30 anos no setor, é a primeira vez”, completou.

Reflexo de mais de um ano enfrentando restrições devido à pandemia do coronavírus, a situação é inédita aos fabricantes. “Pela primeira vez na história no Brasil, vemos apara marrom sendo vendida mais cara que apara branca”, exemplificou Coutinho.

2021 tem ido na contramão do ano anterior, em que houve um “boom” de consumo: além da inflação generalizada, há baixa na demanda. “Se fôssemos resumir de alguma forma, o nome seria tempestade perfeita”, analisou. No entanto, ele afirma ver maturidade na indústria para se reordenar e se reorganizar frente aos desafios de baixa oferta e demanda.

Para enfrentar a crise, porém, há quem tome medidas mais enérgicas. “Quem tem máquina de baixa capacidade ou de maior custo está parando esses equipamentos para poder melhorar as suas margens”, disse. Porém, ações mais urgentes como essa podem trazer riscos no longo prazo. “Quando a economia retomar, podemos ver falta de tissue no Brasil. As máquinas que param não voltam tão rapidamente e as empresas não estão tão sensibilizadas a investir tempo e dinheiro com a situação que vivemos”.

Embora com grande dificuldade, Coutinho enxerga uma retomada gradual à normalidade. “O que eu vejo é uma situação crítica, mas que também tende a vir mudando gradativamente à medida que a pandemia normalizar”, concluiu.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes:

 

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