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Fibria reduz prejuízo em 31% no trimestre e supera expectativas

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A Fibria, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, registrou prejuízo líquido de R$ 128 milhões no quarto trimestre, reduzindo em 31% as perdas de R$ 185 milhões de um ano antes. Os números foram influenciados pela alta de 8% do dólar no período, que impactou a dívida em moeda estrangeira e instrumentos de hedge da companhia e trouxe um resultado financeiro líquido negativo em R$ 611 milhões, 2% maior que as despesas de R$ 500 milhões apuradas em igual período de 2013,.

A receita líquida de outubro a dezembro subiu 2% na mesma base de comparação, para R$ 2 bilhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 10%, para 906 milhões.

Esse desempenho reflete maior preço médio líquido em reais da celulose, menor custo do produto vendido e maior volume vendido. No trimestre o custo caixa foi de R$ 472 por tonelada, numa queda de 6% na comparação com o trimestre anterior, devido à ausência de paradas programadas para manutenção.

As vendas da companhia caíram 2%, para 1,410 milhão de toneladas, na base de comparação anual. Já a produção teve alta de 2%, somando 1,381 milhão de toneladas. Em relação ao trimestre anterior, ambos os indicadores registraram alta de 3%.

Os resultados no trimestre ficaram acima do esperado por analistas. A média de cinco instituições financeiras consultadas pelo site do Valor Econômico – Santander, Itaú BBA, HSBC, Citi e Morgan Stanley – apontava para prejuízo líquido de R$ 203,6 milhões entre outubro e dezembro.

O faturamento líquido veio em linha com o projetado. Logo após a divulgação do balanço, os recibos de ações da companhia negociados em Nova York (ADR, em inglês) passaram a ser negociados com alta no pós-mercado, revertendo a queda de 1,19% registrada durante o pregão regular.

Em 2014 como um todo, a Fibria registrou lucro líquido atribuído aos acionistas da empresa controladora de R$ 155 milhões, revertendo prejuízo de R$ 706 milhões em 2013, ainda que a desvalorização cambial tenha impactado negativamente seu resultado financeiro. Com o resultado positivo, a companhia deve distribuir dividendo obrigatórios de R$ 37 milhões.

As perdas financeiras diminuíram 23,8% em 2014, para R$ 1,6 bilhão contribuindo para o lucro, devido ao menor efeito da variação cambial, em função da redução do endividamento da companhia atrelado ao dólar. A receita cresceu 2,4% em no ano passado, para R$ 7,08 bilhões. Em 2014, o Ebitda ajustado da Fibria foi de R$ 2,8 bilhões (margem de 39%), estável em relação ao ano anterior.

“Apesar da pressão sobre os preços ao longo do ano, o mercado de celulose em 2014 reagiu e superou as expectativas dos agentes, caracterizado pelo crescimento da demanda acima do esperado e por novos fechamentos de capacidades não previstos”, observou o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, em comunicado. “Esse cenário contribuiu para o mercado absorver as novas ofertas, mantendo os estoques dos produtores em linha com a média histórica”, completou o executivo no comunicado.

A alavancagem da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em reais ficou em 2,7 vezes, estável em relação ao trimestre anterior. Já a alavancagem em dólares recuou 0,1 ponto percentual, para 2,4 vezes.

A Fibria liquidou antecipadamente mais de US$ 2 bilhões da sua dívida bruta total. “Tais ações irão gerar, a partir de 2015, uma economia anual de aproximadamente US$ 27 milhões”, destaca a companhia em nota. A redução do endividamento atrelado ao dólar também impactou positivamente o resultado financeiro.

A dívida líquida da Fibria em reais somou R$ 7,55 bilhões, queda de 4% na base anual e de 3% na comparação trimestral. Já o endividamento líquido em dólares somou US$ 2,84 bilhões no trimestre, queda de 15% ante um ano antes e de 5% em relação ao trimestre anterior. A dívida bruta somou US$ 3,13 bilhões, queda de 25% e 10% nas bases anual e trimestral. Em reais, caiu a R$ 8,37 bilhões, menor 15% e 3% em iguais bases comparativas.

Valor Econômico