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Facepa intensifica demissões sinalizando possível fechamento

Na última sexta-feira a Facepa/Suzano parou duas máquina de tissue por tempo indeterminado e foram demitidos 130 colaboradores da área fabril

Em 2018 a Fábrica de Papel e Celulose da Amazônia chegaria a uma idade rara entre as indústrias da Amazônia: 60 anos, sempre sob o controle de Antônio Farah, um empresário paraense. Essa história rara mudou exatamente na véspera de se completar. A Suzano comprou a Facepa. Em dezembro de 2017, a empresa – a segunda do país na produção de papel e celulose – pagou 310 milhões de reais pelas duas fábricas da Facepa, a matriz, em Belém, e a filial de Fortaleza, no Ceará.

Três meses antes a Suzano investiu R$ 540 milhões em uma fábrica em Mucuri, na Bahia, e em Imperatriz, no Maranhão. Completava sua estratégia de entrar no mercado de varejo de papéis sanitários (papel higiênico, toalhas, guardanapos, lenços e fraldas descartáveis) e avançar sobre a região Nordeste, ainda com baixo consumo desses produtos, no qual a Facepa detinha 15%.

A partir daí começou o que já era previsto: o desmonte de mais uma empresa paraense. No último dia 4, foram demitidos 130 funcionários, que se juntaram aos mais de 60 do ano passado. Até o final deste mês deverão ser mais 100, em processo rápido, conduzido por um escritório de relações humanas para realizar as homologações, conforme as normas da recente reforma trabalhista.

As fábricas na Bahia e no Maranhão ocuparão o vácuo que a desativação da Facepa criará. Ambas são novas, enquanto as máquinas operadas pela Facepa são antigas, com idades entre 28 e até 50 anos o município de Imperatriz. Em conjunto, elas produzem 120 mil toneladas contra as 40 mil da Facepa.  Para ser competitiva, a unidade paraense exigiria novos investimentos, mas o interesse da Suzano eram as marcas, com grande aceitação no mercado Norte/Nordeste.

A Suzano anuncia mais um investimento, para ampliar, em São Paulo, a sua produção de papel e celulose, consolidando a sua posição de segunda do ranking brasileiro. Por aqui, mais uma das poucas indústrias paraenses chega ao fim.

Suzano nega fim da Facepa

A Suzano nega que pretenda fechar a fábrica da Facepa em Belém, que adquiriu há dois anos. Garante que, ao contrário, já definiu um plano de investimento para essa unidade até 2022. As medidas que adotou seriam para melhorar e otimizar a operação da fábrica, a mais antiga de todas, integrando-a às demais da corporação.

É o que diz a empresa, através de nota enviada ao blog, que reproduzo a seguir. Nada diz, porém, sobre as dispensas de funcionários, que está promovendo. É para reduzir o tamanho? Qual a extensão dessa lista de dispensas? A Suzano pode voltar ao assunto. Será bem recebida.

Diferentemente do que a matéria relatou, a companhia não irá fechar a unidade de Belém, que é estratégica para empresa e deve receber novos investimentos até 2022.

Os ajustes realizados têm o objetivo de melhorar e otimizar o atendimento a nossos clientes e consumidores das regiões Norte e Nordeste com produtos de alta qualidade e, fazem parte de um plano estratégico que está sendo implementado na Unidade de Bens de Consumo.

Como resultado, desde o início de abril, está em andamento a integração do portfólio nas unidades de Belém (PA), Fortaleza (CE), Mucuri (BA) e Imperatriz (MA). Desta forma, as localidades passam a ter uma produção mais diversificada, assim como a distribuir todos os produtos para o cliente final. A integração do portfólio ocasionou ajustes pontuais de equipe nas operações da fábrica de Belém.

Fonte: O Estado Net

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