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Fábricas de celulose transformam economia do leste mato-grossense

eucalipto mato grosso do sul

Implantado em 2007, segmento já responde por 37% da receita de tudo o que foi exportado pelo estado no ano passado

O Mato Grosso do Sul lidera o ranking dos estados com maiores áreas de florestas plantadas do Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, o estado responsável por 15,7% de participação na comercialização do setor de produtos florestais no Brasil, ficando atrás somente do Paraná. Esse cenário começou em 2007 com a implantação das primeiras indústrias de papel e celulose.

Ao longo de mais de uma década, Três Lagoas e cidades vizinhas da região do Bolsão mudaram a matriz econômica da pecuária para a celulose. Além disso, a geração de emprego e renda não se restringe apenas à cadeia industrial, pois novos investimentos chegam à cidade.

Atualmente, quem se prepara para passar por uma revolução social, econômica e territorial é Ribas do Rio Pardo, no leste do estado e a 100 km da capital. A empresa Suzano anunciou que vai instalar uma nova fábrica de celulose no município.

“Desde 2017, preparamos o Plano Diretor, que dá o norte para expandir o município, englobando saneamento, arborização, uso e ocupação do solo”, explica Diógenes Marques, secretário de Desenvolvimento Econômico de Ribas do Rio Pardo.

A Suzano já comprou 106 mil hectares de terra e obteve licença para instalar a fábrica, com capacidade projetada para produzir 2,2 milhões de toneladas de celulose. A expectativa é gerar até 7 mil empregos diretos e indiretos. Essa será a quarta indústria do ramo em Mato Grosso do Sul.

IMPORTÂNCIA DO SETOR

De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o segmento de celulose e papel é o mais importante na balança de exportações, representando 37% da receita de tudo o que foi exportado pelo estado em 2019. O setor foi responsável por quase US$ 2 bilhões em receitas no período. As 26 empresas instaladas geram 3.940 empregos diretos na indústria.

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