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Executivo da P&G fala sobre metas de sustentabilidade da companhia

O vice-presidente de sustentabilidade global da P&G, Jack McAneny, falou sobre os desafios das metas ambiciosas da empresa e soluções mais sustentáveis para embalagens

Jack McAneny, vice-presidente de sustentabilidade global da P&G, falou, durante a conferência Reuters NEXT, sobre as metas de sustentabilidade da empresa que envolvem plástico e o quão realistas são suas promessas para realizá-las.

McAneny disse que a P&G faz parte de iniciativas como a Circulate Capital e a Alliance to End Plastic Waste – um grupo de mais de 50 empresas que se comprometeu a investir US$ 1,5 bilhão em cinco anos em soluções que podem ajudar a interromper o fluxo de plástico no meio ambiente e impulsionar uma maior circularidade em suas embalagens.

“Fazendo isso, estamos tentando demonstrar soluções específicas em escala e realmente provar que diferentes modelos e soluções podem funcionar e, então, permitir que eles possam ser dimensionados. De certa forma, estamos diminuindo o risco de investimentos futuros, provando que essas soluções podem funcionar”, afirmou o executivo.

“A meta para 2030 é um desafio porque não é algo que uma única empresa possa resolver. Isso vai exigir parceria em todos os níveis da cadeia de valor, envolvimento com os governos, da sociedade civil e das instituições financeiras e de desenvolvimento”, acrescentou ele.

Quando questionado sobre novos materiais promissores para embalagens sustentáveis, McAneny disse que há uma meta da empresa para reduzir o uso de plástico virgem de petróleo em embalagens de plástico em 50%, em parte aumentando o uso de conteúdo reciclado. Alternativas de plástico, como embalagens baseadas em papel, são outro exemplo dado pelo vice-presidente.

Ele também falou a respeito do fato de não haver plástico reciclado suficiente disponível para a indústria cumprir suas metas de sustentabilidade. “Aumentar o fornecimento de plástico reciclado é um desafio e no qual estamos trabalhando”, disse.

Um exemplo é a parceria da P&G com o projeto “Santo Graal”, liderado pela European Brands Association AIM, em que marcas d’água digitais na embalagem são invisíveis para o consumidor, mas contêm dados significativos, o que permite a embalagem ser classificada em um nível muito específico e segmentado. Isso melhora a qualidade dos e a variedade dos materiais que podem ser recuperados.

“Agora temos uma coalizão de mais de 130 empresas na Europa que, no início do próximo ano, irão testar isso em escala industrial. Tem potencial para ser uma virada de jogo em termos melhorar a qualidade e a quantidade de materiais que podem ser coletados. A intenção é fazer um piloto primeiro na Europa e, após a execução bem-sucedida desse piloto, tentar reaplicá-lo”, contou McAneny.

Fonte
Packaging World
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