Essity planeja aumentar preços para compensar custos de celulose
Aumento dos custos de matéria-prima levou a empresa a adotar medidas para manter rentabilidade e superar expectativas de ganhos
A Essity, empresa sueca conhecida por marcas como Libresse e TENA, anunciou planos de aumentar os preços nos próximos meses para compensar os crescentes custos de celulose. Em declaração após revelar ganhos do primeiro trimestre acima das expectativas, o diretor executivo Magnus Groth destacou que a matéria-prima representou 11% de todos os custos em 2023. A empresa tem concentrado esforços em reduzir sua dependência da fibra, afirmando em março que conseguiu cortar pela metade suas compras de celulose.
“Isso [custos de celulose e fibra reciclada] terá impacto no segundo trimestre e além, mas vamos compensar por meio de aumentos de preços,” afirmou o executivo.
Apesar de a Essity ter aumentado suas margens no último ano em detrimento da queda nos volumes, a empresa indicou uma reversão dessa tendência. Com o aumento da atividade de marketing, os preços foram reduzidos no primeiro trimestre. Analistas alertaram que o aumento planejado poderia resultar em perda de volumes de vendas para a empresa. “A precificação em bens de consumo deve ser uma preocupação em um momento de potencial aumento nos custos,” destacou o JP Morgan.
Outras empresas do setor também estão respondendo ao aumento dos custos da celulose. A fabricante portuguesa de papel tissue Navigator anunciou que aumentará os preços em 8% a 10% a partir de maio.
Sobre as expectativas de recompra de ações ou atualização de metas após a venda de sua participação na empresa asiática de produtos de higiene Vinda, Groth disse que a empresa fornecerá uma atualização no segundo trimestre sobre suas metas financeiras e estrutura de capital.
No que diz respeito aos ganhos, o Ebitda ajustado da Essity no trimestre subiu 12% em relação ao ano anterior, atingindo SEK 4,9 bilhões (€420 milhões), superando as expectativas dos analistas. A margem também aumentou para 14%, marcando o sexto aumento trimestral consecutivo. Excluindo reestruturação e contratos encerrados, os volumes aumentaram 0,6% no trimestre.
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