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Dificuldade no repasse de custos afetou toda a cadeia produtiva de tissue, diz CEO da Damapel

Marcelo De Domenico afirmou no Talk Tissue – Especial Fabricantes – que o maior desafio para os fornecedores neste início de ano foi o rápido aumento dos preços da celulose

O ano de 2021 começou com grandes desafios para a de tissue. Entre nova onda de lockdowns e alta das comodities, as empresas tiveram de se reinventar para atender à demanda de seus clientes. É o caso da Damapel, localizada em Guarulhos (SP), que há mais de cinco décadas fabrica papel tissue para os mercados de consumo e institucional.

Um dos participantes do Talk Tissue – Especial Fabricantes, Marcelo De Domenico, CEO da Damapel, afirmou que o maior desafio para os fornecedores neste início de ano foi o rápido aumento dos preços da celulose, principal insumo para a produção de papel. “Houve uma curva ascendente numa velocidade muito maior que a última vez. No ciclo anterior, o preço demorou seis meses para chegar US$ 1.050, e agora, em praticamente quatro meses, já chegou a US$ 1.022”, declarou.

O aumento no preço da comodity, assim como de outros componentes, como energia e combustível, afeta diretamente nos custos da produção, impactando o valor do produto final. “Também tem a parte das embalagens que está diretamente ligada à parte petroquímica, combustíveis e tudo mais, que também teve um impacto muito grande”, afirmou o executivo, ressaltando que a dificuldade no repasse de custos afetou toda a cadeia produtiva. “Isso acertou profundamente as formas de negociação com os nossos parceiros comerciais. É muito difícil, tanto para eles como para nós, repassar e absorver esses custos todos”, completou.

O preço da celulose inclusive pode continuar subindo, ultrapassando US$ 1.050 nos próximos meses. “Acredito que passe deste valor, mas não se mantenha por muito tempo, depende muito do comportamento do mercado chinês, que é um grande comprador hoje no mundo”, opinou o CEO.

Com relação às expectativas futuras, Marcelo destacou que seria importante existir mais transparência para facilitar as negociações comerciais. “Infelizmente, a cotação da celulose não está na Bolsa de Valores; se estivesse, haveria uma maior transparência que facilitaria as negociações para todos. O nosso setor deveria ter algum indexador para evitar conflitos com parceiros comerciais, assim, a parte de negociações de preços seria um pouco menos estressante. A celulose é um insumo que representa 50% do nosso custo, por isso, qualquer aumento é impactante e deve ser repassado”, concluiu.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes:

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