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Crise traz oportunidades de crescimento, analisa presidente da Körber Tissue

Apesar dos desafios enfrentados pelos fabricantes de tissue no primeiro semestre de 2021, Dineo Silverio acredita em uma forte onda de consumo após a pandemia

O ano de 2020 foi um ano atípico para todo o mundo com a pandemia do coronavírus, inclusive para o setor de tissue, que foi afetado positivamente com um boom no segmento de consumo. Já no primeiro semestre de 2021, a alta de insumos e baixa no consumo afetaram a indústria de forma negativa. Na visão do presidente da Körber Tissue Latin America, Dineo Silverio, o mercado é cíclico, ou seja, é possível analisar os próximos meses ou anos de acordo com acontecimentos anteriores.

Durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes de Máquinas e Equipamentos com Felipe Quintino, Dineo relembrou os períodos recessivos de 2004 a 2008 e o crescimento de 2010 a 2017 para projetar um possível futuro do segmento. Para ele, o mercado está passando por um momento de acomodação, que está próximo do fim.

“Tivemos um grande volume de projetos no passado, o que de certa forma saturou o mercado, e o que aconteceu em 2020 é uma sinalização muito importante para mostrar que o produtor de tissue está muito próximo do gargalo produtivo dele”, afirmou o executivo. Para a Körber Tissue, o aumento do consumo no ano passado levou os clientes a terem um aumento na utilização de seus equipamentos e, por consequência, maior volume de venda pela Körber de peças de reposição e kits de melhorias de máquinas.

Dineo acredita que todo esse cenário indica a iminência de novos projetos. “Todos os fabricantes em 2020 ficaram com suas fábricas praticamente cheias; em algum momento, estiveram com capacidade de produção máxima e alguns pensando inclusive em realizar novos projetos”, analisou.

O Brasil vem aumentando o volume per capita de papel tissue, em um consumo próximo de seis quilos por pessoa, o que indica um potencial de crescimento considerável quando comparado aos níveis de consumo em outros países como o Chile, que se aproxima de onze quilos per capita, e em outro extremo, os Estados Unidos, que ultrapassam os vinte e dois quilos.

“Eu acredito que quando tivermos um nível de vacinação muito maior, a vida vai voltar ao normal. As pessoas estão saturadas de ficar em casa, isso vai aumentar efetivamente o consumo e vamos ter realmente a necessidade de realizar novos projetos no Brasil”, declarou Silverio. Para ele, o que ocorreu no primeiro semestre deve ser analisado com cautela, porque, apesar de parecer uma “tempestade” de imediato, a perspectiva mais adiante é de oportunidade de crescimento.

NOVAS OPORTUNIDADES

Esse cenário também inclui oportunidades para os clientes de pequeno e médio porte da Körber Tissue. “Nós temos um portfólio de equipamentos de menor investimento, e 70% dos equipamentos que nós vendemos foram para clientes de médio e pequeno porte”, contou Dineo, ressaltando que ainda existem grandes desafios no país que dificultam expandir a força dos produtores menores. “Existe um custo logístico e, se você fizer um cálculo, não vale a pena levar papel higiênico a mais de 700 km ou 1.000 km da sua fábrica; o custo já não compensa”.

“Temos visto uma tendência que vai vir para ficar. O tissue no Brasil vai passar por uma modernização de seus portfólios de produtos. Na Colômbia, por exemplo, o folha tripla é o número 1 do mercado e eu acredito que isso vai acontecer no Brasil também”, continuou Dineo, sobre o futuro do mercado. “Vê-se pela própria solicitação dos clientes de realizar produtos diferentes, com maior tecnologia nas máquinas de conversão. Estamos realmente buscando a diversificação e, como sempre, tentando trazer novos produtos para isso”, declarou o executivo.

Um dos novos lançamentos da Körber é o Warm-Up Contactless, um sistema inovador que utiliza a indução eletromagnética para aquecer os rolos gofradores, gerando um maior bulk do produto sem necessidade de aumento de matéria-prima e sem depender do aquecimento dos rolos gofradores por meio de óleos quentes ou água pressurizada.

Outra solução inovadora é o Tissue Performance Center. “É onde temos feito serviços e atendimentos remotos com os clientes, prestando serviço e conseguindo fazer com que os clientes tenham assistência técnica sem que o nosso técnico precise ir diretamente até a empresa”, explicou. Segundo Dineo, a solução já existia, porém com a pandemia e necessidade de distanciamento social, a empresa dedicou mais recursos para melhorar ainda mais o acompanhamento da produção de seus clientes de forma remota.

Demais soluções foram apresentadas como parte do portfólio de soluções digitais da Körber, como o Factory Pal (software de controle e gestão das informações sobre matéria-prima, variáveis de produção e de manutenção desenvolvido para o produtor de tissue), o e-Training (plataforma de cursos on-line para desenvolver as habilidades dos operadores), o Spares On-line (webshop dedicado a venda de peças de reposição) e o Sam (sistema de máquinas auto-reguláveis para o controle automático da qualidade do papel durante a produção). “É realmente a famosa Indústria 4.0 que temos colocado em prática, trazendo isso cada vez mais para os nossos produtos”, destacou.

Por fim, Dineo Silverio deixou uma mensagem de otimismo, confiante de que uma onda de consumo muito forte acontecerá após a pandemia. “Vai ocorrer uma retomada com uma força muito grande nos próximos anos; vamos ver o mercado como vimos na década de 2010, onde a partir de 2011 ocorreu com uma força muito grande de investimentos e de diversificação de produtos. Obviamente, como aconteceu antes, quem chegar primeiro vai estar mais preparado”, concluiu.

Entre em contato com a Körber e saiba mais sobre as soluções e inovações da empresa.

Confira na íntegra o Talk Tissue Especial – Fabricantes de Máquinas e Equipamentos:

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