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Coronavírus: medo alimenta procura por papel higiênico nos mercados dos EUA

Apesar da grande busca, o produto não oferece proteção contra a doença

Com mais de 100 mil casos do novo coronavírus confirmados ao redor do mundo, após a procura por máscaras e álcool em gel, aumentaram as compras de papel higiênico para proteção contra a Covid-19.

A procura por papel higiênico estaria presente principalmente nos varejos dos Estados Unidos e Canadá, que começaram a limitar o número de embalagens de papel higiênico que os clientes podem fazer em uma única compra.

No Reino Unido, alguns supermercados estão com o produto em falta. Já na Austrália, mercearias contrataram seguranças para patrulhar os clientes.

Apesar da grande procura, o papel higiênico não oferece proteção contra o vírus. Então, por que as pessoas estão optando pelo uso?

O MEDO GERA REAÇÕES EXTREMAS

O novo coronavírus assusta as pessoas porque ainda há muita coisa desconhecida. Quando as pessoas ouvem mensagens conflitantes sobre o risco que isso pode representar, tendem a recorrer a ações extremas.

O psicólogo clínico da Universidade da Columbia Britânica, Steven Taylor, faz uma análise de como as pessoas se comportam a epidemias. “A resposta global ao novo coronavírus tem sido de pânico generalizado. Por um lado, a resposta é compreensível, mas por outro lado é excessivo”,  disse Taylor.

UMA MEDIDA PREVENTIVA

O psicólogo e professor do Departamento de Engenharia e Políticas Públicas e do Instituto de Política e Estratégia da Universidade Carnegie Mellon, Baruch Fischhoff, afirma que a compra pode estar relacionada a prevenção. “As pessoas que compram papel higiênico e outros suprimentos domésticos podem estar se preparando para as quarentenas em massa. O fato de não haver promessas oficiais pode aumentar essas probabilidades”,   relatou o professor.

DESINFORMAÇÃO GERA PÂNICO

Imagens de prateleiras vazias e carrinhos de compras cheios de suprimentos viralizaram nas redes sociais. As pessoas veem imagens de pessoas em pânico, e então assumem que há uma razão para ficar com medo. “As pessoas, sendo criaturas sociais, procuramos pistas sobre o que é seguro e o que é perigoso. E quando você vê alguém na loja, comprando pânico, isso pode causar um efeito de contágio no medo”, declarou Taylor.

É NATURAL QUERER SE PREPARAR

O professor da Temple University e ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, Frank Farley, diz que pode existir alguma praticidade em estocar. “Com as agências internacionais de saúde aconselhando que certas populações fiquem em casa e evitem o contato com outras pessoas ou multidões, é natural querer se preparar”, falou Farley.

SENSAÇÃO DE CONTROLE

As pessoas que estão estocando suprimentos estão pensando em si mesmas e em sua família e no que precisam fazer para se preparar, defendeu Taylor. “Tudo se deve a essa onda de ansiedade antecipatória.  As pessoas ficam ansiosas antes da infecção real. Elas não pensaram no quadro geral, como as consequências de estocar papel higiênico”, concluiu.

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