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Como a Papelera Internacional se tornou líder na produção de tissue na América Central

“Desenhamos produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, diz Eduardo Font, gerente geral da Painsa

A produção começa a 119 quilômetros da Cidade da Guatemala, especificamente em Río Hondo, Zacapa. Lá, pelo menos 40% dos 900 trabalhadores que participam da produção são responsáveis pela matéria-prima que vai dar vida a produtos como papéis higiênicos, guardanapos, panos de cozinha, lenços faciais e linha institucional. Toda essa gama de produtos levou a Papelera Internacional (Painsa) a posicionar-se como especialista em cuidados pessoais e para o lar.

Fundada em 1984 pelo empresário guatemalteco Juan Enrique Corzo, a Painsa deu os primeiros passos de crescimento na Guatemala e parcialmente em Honduras com papel higiênico de folha simples.

Em 2007, a Painsa foi adquirida pelo grupo multilatino GrandBay, com o objetivo de expandir e conquistar o mercado centro-americano, bem como diversificar seus produtos. Em seus mais de 30 anos de experiência, consolidou-se como um dos grupos líderes na região do mercado de papel tissue.

Eduardo Font, gerente geral da Painsa, afirma que atualmente suas principais marcas são cinco, sendo a Rosal sua principal bandeira. Em seguida, vêm: Nube Blanca, Super Clean, marca de produtos ecológicos, Sanitisu e Serviclass. Essas últimas possuem um portfólio de produtos institucionais, voltados para indústrias ou empresas.

CRESCIMENTO CONSTANTE

O GrandBay é um grupo multilatino que possui fábricas e produções em 25 países. “Desde que assumiu a liderança na Painsa, vem ocorrendo um crescimento constante. Hoje, estamos em cinco países da América Central com escritórios de distribuição e vendas”, diz Font. A aquisição também criou empregos para mais de 1.150 pessoas e dobrou a participação da Painsa no mercado. Além disso, no nível de manufatura, o grupo fez extensões e inovações.

Como tem sido seu processo de diversificação de seus produtos?

– Foi um processo muito importante e positivo, porque quando o grupo GrandBay assumiu a empresa, tínhamos produtos de folha simples. Uma das tarefas em que nos concentramos foi o desenvolvimento de produtos de folha dupla e tripla. Hoje, temos produtos de diversas qualidades para diversos mercados. Também na área de guardanapos e produtos institucionais, fizemos uma interessante expansão do portfólio.

Quanto à produção, qual é o processo de fabricação da matéria-prima?

– Cerca de 900 pessoas participam da produção e se distribuem: 60% na Cidade da Guatemala e 40% no município de Río Hondo, Zacapa, onde estão as fábricas e parte da conversão. Na cidade, só temos conversão. O processo de fabricação de papel possui duas etapas definidas. Uma é a fabricação do papel propriamente dito, que é feito por um processo complexo desde o início da matéria-prima, que pode ser fibra virgem ou fibra reciclada e passa pelos desagregadores, passando pela limpeza e, finalmente, vai para a máquina de papel, onde a folha se forma e seca.

Em seguida, são formadas bobinas que têm cerca de 70 polegadas de diâmetro e cerca de 101 polegadas de altura.

Esse produto é chamado de semiacabado e é levado para a máquina de conversão, que faz exatamente isso: converter o papel em rolos como o consumidor os conhece. Temos aproximadamente 20 linhas de conversão entre higiênicas, institucionais e de guardanapos.

Depois, passam por uma rebobinadeira, uma cortadora e, finalmente, uma embaladora para as diversas apresentações que têm no mercado.

INOVAÇÃO E EXPANSÃO

A fábrica de Zacapa possui três fábricas de papel. Em 2014, o grupo adquiriu uma e, em 2018, inaugurou a terceira devido ao aumento da capacidade de produção. A primeira fábrica guarda a história dos primórdios da Painsa, em 1984.

Junto com esses investimentos, há uma equipe regional de pesquisa e marketing, que se encarrega de projetar produtos para entrar no mercado e satisfazer as necessidades do consumidor final. “Desenhar produtos de acordo com as necessidades do consumidor é o nosso principal objetivo”, declara Font.

Com centros de distribuição na Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica, a Painsa atende toda a região e um pequeno volume na República Dominicana.

Como tem sido o processo de expansão para esses mercados?

– Quando o GrandBay assumiu a empresa, um dos objetivos que se propôs foi estar presente em todos os países da América Central. Decidimos, aos poucos, começar a avaliar suas necessidades nesses países e fizemos todo o processo de abertura dos centros de distribuição, contratando a força de vendas. É um processo que nos levou três ou quatro anos após assumirmos a empresa.

IMPACTO DA PANDEMIA

A cena de pessoas comprando vários pacotes de papel higiênico se reproduziu em vários países e, com a Guatemala, não foi diferente. Em meados de março, esse foi um dos produtos mais procurados para abastecimento devido ao confinamento provocado pela Covid-19. Para a Painsa, isso representou uma venda histórica, mas também um desafio logístico, segundo Font. “Em março, a procura aumentou 80%, era uma demanda com a qual não estávamos acostumados e, na verdade, não vimos mais. Mas graças a ajustes internos, pudemos atendê-la”, lembra.

Durante a pandemia, vocês visualizaram novas oportunidades no mercado?

– A inovação é um processo que fazemos continuamente. Mas, naquele momento, percebemos que era muito importante para o consumidor ter um produto o mais seguro possível do ponto de vista da saúde. Por isso, inovamos com o Rosal.

Em termos de logística, quais desafios vocês enfrentaram?

– Tivemos que nos adaptar às medidas de restrição, às quais finalmente nos habituamos. Hoje, estamos em condições normais e tivemos lições do ponto de vista de melhorias no planejamento da produção e distribuição de produtos na América Central. Aprendemos com isso e incorporamos ao nosso processo de produção.

Algum plano foi interrompido?

– Felizmente, não houve grandes atrasos nos planos que temos. Ao contrário, iniciamos uma linha de conversão em janeiro apenas com a pandemia e estamos comprando outra linha de conversão que começará em janeiro do próximo ano. Avaliamos a compra de uma nova usina.

ASSOCIAÇÃO DE TRABALHADORES

Font destaca que parte do sucesso da Painsa tem sido a identificação que os trabalhadores têm com a empresa, visto que eles formaram uma associação, a partir da qual desenvolvem projetos conjuntos. “Todo o produto semiacabado de Río Hondo é feito pela associação solidária, assim como o transporte”, explicou.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Durante a emergência sanitária provocada pela Covid-19, a fábrica de papel fez doações ao poder público, hospitais estaduais, orfanatos, igrejas, entre outros. Internamente, também foram aplicados protocolos para proteger seus trabalhadores, aos quais, por dois meses, foi concedido um bônus especial. Além disso, antes da pandemia, a empresa apoiou a escola Río Hondo, com equipamentos de informática, pagamento de professores e doações de papel higiênico. Na zona 17, onde se encontram as suas instalações, também prestam apoio a uma escola e entidades do sector.

SELO HIGIENE TOTAL

Como parte das novidades da empresa, no dia 22 de outubro, a Rosal Centroamérica lançou o novo selo Higiene Total, que garante ao consumidor um produto livre de bactérias e germes em casa, já que elimina até 99,99% dos microorganismos efetivamente.

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