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Como a INCAPE se reinventou para atender à alta demanda do mercado de papel maculatura

O segmento de papel cartão para tissue foi rapidamente aquecido por conta da pandemia do coronavírus e coube à empresa se adequar para seguir atendendo seus clientes

Em 2020, o mercado de tissue teve um grande aquecimento por conta da pandemia de Covid-19. O setor de papel maculatura seguiu o mesmo ritmo, apresentando aumento de demanda. Nesse sentido, empresas como a INCAPE, especialista na produção de papel cartão para o segmento tissue, tiveram de se adaptar a esse cenário para atender a um número cada vez maior de pedidos.

A empresa reagiu antecipadamente a essa tendência, o que a permitiu seguir atendendo a todos os seus clientes. “Analisamos o mercado externo para entender como o Brasil reagiria. No exterior, os mercados estavam consumindo papel higiênico de uma forma avassaladora. Assim, acabamos entrando em contato com todos os clientes e os nossos parceiros, que estavam muito preocupados. Os tranquilizamos e nos comprometemos em continuar atendendo a demanda. Antecipamos o nosso PCM (Planejamento de Controle de Manutenção) de uma forma muito mais ativa, reduzindo o tempo de paradas, o que nos trouxe muito mais capacidade produtiva. Assim, acabamos batendo recorde de produção durante alguns meses do ano de 2020 e conseguimos nos solidificar ainda mais no mercado. Isso é uma conquista tanto para os nossos clientes, que confiaram no nosso trabalho, como para nossa equipe, internamente, por todo o empenho”, disse Thiago Karam, diretor executivo da INCAPE, no Talk Tissue com Felipe Quintino.

Thiago também comentou sobre a forma que a INCAPE vem lidando com a escassez de aparas marrons, a principal matéria-prima para fabricação de papel maculatura. “Não é fácil ‘brigar’ com as grandes empresas recicladoras do país. Na nossa região, temos uma participação muito interessante, mas o preço é nacional, então, a partir do momento que ocorreu uma demanda muito grande no mercado de caixa, papel miolo – o que aconteceu por conta da pandemia, durante os lockdowns – houve um desequilíbrio: a oferta muito baixa e a demanda muito alta, subindo os preços. O impacto que isso teve no nosso CPV (custo do produto vendido) em um ano foi de mais de 185%. Então, nos propusemos a buscar soluções, alternativas, abrir fronteiras para buscar qualidade nesse produto, porque não basta só o aumento do preço condicionado à alta demanda do material e cair a qualidade drasticamente. Um pouco diferente do mercado de miolo, nosso papel maculatura exige uma matéria-prima nobre, de um nível muito maior hoje do que o mercado está acostumado. Então, buscar essa matéria-prima no mercado interno se tornou muito difícil”, explicou.

Novamente, antecipando tendências, a INCAPE buscou parcerias no exterior para suprir essa necessidade. “Temos importado um volume considerável de aparas marrons da Guatemala, Panamá, Estados Unidos, de uma forma muito ativa, para que possamos conseguir atingir um nível de qualidade que o nosso produto exige. Essa é a antecipação do problema, porque hoje, o preço ainda está muito instável – todos os mercados têm suas variações, mas ainda continuam aquecidos de um modo geral e isso implica um aumento no custo das aparas. Além disso, a qualidade do material se deteriorou muito nos últimos tempos”, avalia.

No mercado de tissue, que também utiliza aparas, também houve grande queda por conta do isolamento social e o home office, além do processo de digitalização. “Pela primeira vez na história do ramo de papel no Brasil, as aparas brancas estão mais baratas que aparas marrons. Também acompanhamos o custo da celulose, que tem um impacto muito direto na produção de tissue. Não está fácil para ninguém. Por isso, acreditamos muito nessa questão da parceria, de você poder contar com seu fornecedor, poder contar com seu cliente para que aquela programação de produção, de importação, como é nosso caso, esteja de acordo. Isso foi o que mais tiramos de bom nessa pandemia: além de toda união, toda força enquanto humanidade; em negócios, as parcerias se tornaram muito mais sólidas”, observa.

No ano passado, a INCAPE também anunciou grandes investimentos, que se mantiveram mesmo com a pandemia, e devem ser realizadas a médio prazo. “O nosso maior projeto é a parceria entre a INCAPE e a HERGEN, uma parada programada para o início de 2022, mas é um trabalho que já sendo feito desde o início deste ano. Com esse investimento, vamos ter uma ampliação da nossa margem de papel considerando ganhos relativos de produção, de redução de custos. Temos, ainda, outros projetos de infraestrutura para ampliação de parte administrativa, de produção, refeitório novo, tudo isso para correr dentro de 2021. E alguns outros projetos no preparo de massa, uma área que é muito relevante para conseguirmos chegar no melhor papel para as conversões. A INCAPE, hoje, entende a responsabilidade que tem pelo posicionamento de mercado que tomou, por isso, os investimentos são necessários para que a empresa continue na vanguarda do papel cartão atuando no Brasil e na América Latina”, avalia.

Por fim, Thiago comentou acerca dos projetos sociais da INCAPE junto à comunidade. “Sempre foi nossa vertente buscar o que podemos entregar não só para os funcionários, mas para nossa comunidade. Dentro da INCAPE, temos o comitê de ética, a universidade do comportamento, algumas frentes de trabalho que buscam primeiro qualidade de vida para os funcionários, algo essencial numa indústria, e nossa responsabilidade é poder entregar isso da forma mais eficiente possível e mostrar para a comunidade que a empresa tem responsabilidade sim com uma melhoria do seu bairro, da sua cidade”, declara.

Recentemente, a empresa anunciou um incentivo ao esporte com o patrocínio de um time de basquete da região. “Temos patrocinado alguns esportes na nossa região, como natação, bicicross, esportes, talvez não de muita visibilidade como a o futebol. A equipe do Flamengo, muito conhecida no basquete, montou um polo de basquete na cidade de Blumenau, que é aqui próximo. Hoje, a INCAPE se tornou um dos patrocinadores masters desse time, que joga o campeonato brasileiro de basquete, já está classificado para a segunda fase do campeonato, e ficamos muito contentes em poder estar juntos do projeto. Buscamos não só profissionalizar o esporte, não só patrocinar, mas de alguma forma ajudar a gestão do esporte com uma gestão empresarial. Torcemos para que o time seja campeão e seja classificado para o NBB, a primeira liga nacional de basquete. Apoiar o esporte está na nossa veia e não vai sair mais”, conclui.

Assista na íntegra o Talk Tissue com Thiago Karam, diretor executivo da INCAPE:

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