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Como a Cenibra se recuperou da queda na receita e nos lucros

Para defender as margens de ganho com maior rigor em relação aos custos, a empresa traçou uma estratégia

No ano passado, houve retração de 35% na demanda do mercado mundial de celulose. Para agravar o cenário, a China, grande compradora da matéria-prima, passou a consumir os estoques para forçar uma queda de preços. O apetite também foi reduzido em virtude dos negócios esfriados pela guerra comercial com os EUA. Tudo isso levou ao recuo das cotações ao menor nível desde a crise financeira internacional de 2008.

Além de produtora, a Cenibra (Celulose Nipo-Brasileira S.A.) é grande exportadora de celulose – suas vendas externas representam 98% do total. Como outras empresas, ela sentiu os efeitos desse contexto adverso, e viu sua receita líquida (R$ 2,6 bilhões) cair em 14% e o lucro líquido (R$ 552,9 milhões), diminuir 27,9%, em relação a 2018.

Para enfrentar a situação e defender as margens de ganho com maior rigor em relação aos custos, a empresa traçou uma estratégia. Primeiro, investiu em equipamentos mais modernos, aplicando US$ 200 milhões desde 2018, já que alguns dos equipamentos substituídos ainda eram do início de operação da empresa, há 47 anos. Em seguida, reduziu o uso de insumos químicos e de combustível e mudou o processo de reparo e vistoria das máquinas. Também passou a usar carretas capazes de transportar mais matéria-prima com menos viagens.

“Precisávamos ter uma fábrica mais eficiente”, declara o diretor-presidente da Cenibra, Kazuhiko Kamada. O executivo se mudou do Japão para liderar a Cenibra em meados de 2019. As medidas levaram a um custo de produção 10% menor, que deve cair mais 6% neste ano.

As paradas, por vezes frequentes, na linha de produção, estão entre os gargalos na fabricação de celulose. Durante esse processo, são feitos consertos e vistorias a fim de evitar que falhas se repitam. “A percepção de problemas futuros é contribuição da experiência e do preparo dos funcionários. Nossos técnicos conseguiram melhorar o desempenho, evitando paradas”, afirma Kamada.

Além da linha de produção, a empresa ainda faz investimentos em projetos de inovação tecnológica nas atividades florestais. Um exemplo são os sistemas de monitoramento, com câmeras em torres de observação para identificar incêndios. A Cenibra também testa diferentes maneiras de plantio, adubação, irrigação e combate a pragas, além de apoiar diversos projetos culturais, esportivos e ambientais nas comunidades do entorno. Cerca de R$ 120 milhões são destinados por ano a programa de incentivo florestal. A Cenibra também entrega mudas e insumos aos fazendeiros fornecedores, de quem compra a madeira.

Todas essas ações levaram a um resultado positivo, sobretudo, ao se observar o cenário dos negócios do setor em 2020. “O mercado ainda não se recuperou, ainda não está bom”, defende Kamada. Apesar disso, a produção da Cenibra continua ascendente: passou de 1,201 milhão de toneladas em 2018 para 1,222 milhão em 2019, com previsão de chegar a 1,270 milhão em 2020.

A Cenibra, que possui sede em Belo Oriente (MG), foi fundada em 1973 por uma associação entre a Vale e a Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP). A finalidade era construir uma grande empresa de base florestal com tecnologia japonesa. A JBP comprou, em 2001, a participação da Vale.

Pela primeira vez, a companhia foi a campeã setorial no anuário Época Negócios 360º. Confira as cinco primeiras colocadas do setor de Papel e Celulose de acordo com a revista:

1 – Cenibra

2 – Klabin

3 – Suzano

4 – Mili

5 – Ibratec

Como a Cenibra se recuperou da queda na receita e nos lucros
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Época
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