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Celulose sofre queda de preços na China

Baixa ocorreu pela demanda sazonal mais fraca que o esperado e paradas não programadas em fábricas de papel e cartão no país asiático

Na última semana, os preços da celulose caíram na China, confirmando as previsões mais pessimistas dos especialistas. A baixa ocorreu pela demanda sazonal mais fraca que o esperado e paradas não programadas em fábricas de papel e cartão no país asiático.

Existia a expectativa de leve recuperação dos preços do insumo antes do fim do ano, justamente por causa da demanda mais forte. Porém, no curtíssimo prazo, a crise de energia na China e seu impacto na indústria local de celulose e papel trouxeram incertezas.

Segundo o analista Caio Ribeiro, do banco Credit Suisse, os preços da matéria-prima seguiram a mesma tendência de recuo, vista desde o fim do trimestre anterior. “Os problemas de rentabilidade enfrentados pelas papeleiras no período de maio a julho foram seguidos por um período que costuma trazer maior sazonalidade na região, mas que decepcionou neste ano, com ruptura logística, racionamento de energia e surtos de covid-19, entre outros fatores que inibiram a recuperação”, analisou.

Segundo o UBS, em agosto, as importações chinesas de celulose recuaram 12% na comparação anual, com destaque para a baixa de 16% na fibra curta. Os analistas do banco acreditam que a tendência é de moderação dos embarques nos próximos meses, já que os produtores de fibra curta estão direcionando volumes maiores para o mercado europeu, onde os preços estão mais elevados.

“O menor fluxo de importações não deve ser suficiente para melhorar as condições de mercado, com preços sob pressão por causa de paradas não programadas nas papeleiras e da demanda sazonal desapontadora até agora”, escreveram, em relatório.

Agora, resta saber se o preço da commodity sofrerá a mesma baixa no Brasil.

Fonte
Valor Econômico
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