Banner Animado Valfilm Portal Tissue Online

Celulose Notícias

Celulose segue a rota de outras commodities

Celulose. Foto: Reprodução.

Celulose. Foto: Reprodução.

Os preços da celulose de fibra curta na China e na Europa entraram em queda livre neste início de ano e chegaram a níveis não vistos desde 2012. A tendência reflete o descasamento entre o ritmo de entrada em operação de novas fábricas e o de crescimento da demanda global.

A inauguração de grandes unidades produtivas, ao ritmo de uma por ano desde 2012, colocou a matéria-prima na mesma rota de desvalorização percorrida recentemente por outras commodities, confirmando um temor antigo da própria indústria.

O Brasil é o maior produtor e exportador de celulose de fibra curta (de eucalipto). Na última semana, a cotação da commodity caiu para US$ 718 por tonelada na Europa e US$ 505 na China. Desde meados de dezembro, a desvalorização foi de 10% no continente europeu e de quase 17% no gigante asiático.

Não há consenso entre produtores e analistas sobre a tendência para os próximos meses. O grande número de paradas programadas para manutenção no segundo trimestre pode reduzir um pouco a oferta e segurar os preços. Entre as fontes ouvidas pelo site Valor Econômico, a percepção é de que o início de produção da Klabin em Ortigueira (PR), na primeira semana de março, funcionou como gatilho para a aceleração na queda das cotações.

As perspectivas para a relação entre oferta e demanda de celulose de fibra curta entre 2017 e 2019 não são favoráveis. Para o segundo semestre, é esperada a inauguração de uma fábrica integrada de celulose e papel de 2,5 milhões de toneladas por ano da Asia Pulp & Paper (APP) na Indonésia. No fim de 2017, será a vez da Fibria colocar em operação uma nova linha em Três Lagoas (MS), de 1,75 milhão de toneladas.

Valor Econômico