O Mato Grosso do Sul está passando por um processo de investimentos para a retomada da malha ferroviária, um modal importante para o escoamento da celulose no estado. As parcerias entre empresas privadas, o governo do estado e do Paraná vêm possibilitando o desenvolvimento ferroviário da região. Pelo menos seis projetos, que garantirão 560 quilômetros de malha, estão tramitando no Ministério da Infraestrutura (MInfra).
Segundo o MInfra, existem pedidos pendentes, como o da Eldorado Brasil Celulose, que pretende construir uma ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, somando um montante de R$ 890 milhões, e um da Suzano, de cerca de R$ 3 bilhões, saindo de Ribas do Pardo até Inocência e de Três Lagoas para Aparecida do Taboado.
Tendo em vista que o valor médio para implantar cada quilômetro de ferrovia é de R$ 10 milhões, as solicitações podem somar investimentos de R$ 6 bilhões.
O projeto mais avançado no estado é a Nova Ferroeste, que está em processo de licenciamento ambiental, e prevê a construção de uma estrada de ferro entre o estado e o litoral do Paraná. Os investimentos somente no trecho de MS que terá inicialmente 76 km, e já está em andamento, superam R$ 1,2 bilhão.
FERROVIA DA CELULOSE
A celulose é a locomotiva que puxa os investimentos no estado. As produtoras presentes na região buscam alternativas ao transporte rodoviário para exportar a produção de mais de 4 milhões de toneladas de celulose produzidas em Três Lagoas por ano, que movimentaram mais de R$ 8 bilhões em 2021.
Com o andamento do Projeto Cerrado, da Suzano, a estimativa é que o volume quase dobre com a instalação de uma unidade em Ribas do Rio Pardo, que vai produzir 2,5 milhões de toneladas/ano de celulose, com investimentos de R$ 19,3 bilhões.











