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Celulose é destaque nas exportações do agronegócio brasileiro

Conforme Cláudio Cotrim, diretor-presidente da Paper Excellence no Brasil, fabricante de celulose branqueada de eucalipto, os números do insumo são promissores

O agronegócio bateu recorde histórico no mês de abril, registrando US$ 13,6 bilhões em exportações, uma alta de 39% em relação ao mesmo período de 2020, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nas informações do Ministério da Economia.

E um dos principais produtos que compõem a pauta do segmento é a celulose. Conforme Cláudio Cotrim, diretor-presidente da Paper Excellence no Brasil, fabricante de celulose branqueada de eucalipto, os números do insumo são promissores. “A celulose figura entre os três principais produtos brasileiros exportados para outros países, somando US$ 621,2 milhões em vendas. Trabalhamos o crescimento de forma sustentável para mantermos a qualidade em todos os processos de produção”, comenta.

No Brasil, o avanço da produção da fibra vem ocorrendo de forma consistente. No ano passado, o país fabricou cerca de 21 milhões de toneladas de celulose, um crescimento de 6,4% em relação a 2019. As exportações de 2020 somaram 15,6 milhões de toneladas, uma alta de 6,1%. Assim como outros itens do agronegócio, a China é o principal mercado da celulose produzida no Brasil, aponta a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Mais de 75% das vendas externas do Brasil têm dez principais países como destinos, sendo a China o principal deles, com 48,1% do total. Em seguida, vêm União Europeia (12,6%), Estados Unidos (5%), Turquia (2%), Tailândia (1,9%), Coreia do Sul (1,7%), Irã (1,7%), México (1,7%), Vietnã (1,6%) e Bangladesh (1,5%).

A Paper Excellence Brasil, que fabrica 1,7 milhão de toneladas de celulose, comercializa 90% da sua produção em 45 países da América Latina, América do Norte, Europa, Oceania, África e Ásia. A fibra produzida serve de matéria-prima para fabricação de embalagens, produtos de papel tissue, materiais de escritório, papéis especiais, etc.

A Eldorado Brasil, fabricante de celulose que tem como sócia a Paper Excellence, teve receita líquida de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2021, uma alta de 52% no faturamento, em comparação ao mesmo período de 2020.

De acordo com Cotrim, o crescimento do mercado da celulose está relacionado à valorização do dólar frente ao real e também com o aumento do consumo global, especialmente da China. “A produção brasileira de celulose atingiu o segundo maior volume da história com as 21 milhões de toneladas produzidas em 2020. Isso demonstra o potencial das companhias em consonância com a demanda do mercado”, afirma.

A China, que já é o principal comprador de celulose, tem ainda maior potencial de negociação, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada). A pesquisa cruza dados do mercado chinês com os de exportação do Brasil e seus maiores concorrentes nos principais segmentos do agronegócio de 2014 a 2020.

Mesmo que a China produza cerca de metade da celulose que consome, nos últimos anos, as importações chinesas cresceram em ritmo superior à produção local – tal cenário deve se intensificar pela substituição da fabricação da matéria-prima por outras de maior valor agregado. A participação chinesa nas exportações de celulose do Brasil saltou, em seis anos, para mais de 45%.

Fonte
Paper Excellence Brasil
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