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Cade deve decidir sobre compra do Big até junho

Em janeiro, a superintendência-geral do Cade recomendou a aprovação da aquisição do Grupo Big pelo Atacadão com algumas ressalvas

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve definir, de forma definitiva, as recomendações da Superintendência-Geral do órgão sobre a compra do Grupo Big pelo Atacadão, afiliada brasileira do Grupo Carrefour, até junho deste ano.

No final de janeiro, a superintendência-geral do Cade recomendou a aprovação da aquisição do Grupo BIG pela companhia com algumas ressalvas, mediante a celebração de Acordo em Controle de Concentrações (ACC).

A proposta negociada entre o Cade, o Carrefour e o Grupo Big prevê a venda de algumas lojas, mas, conforme a empresa, em patamar inferior ao divulgado em 12 de novembro.

Segundo o varejista, após o fechamento da operação, a companhia vai iniciar os trabalhos para a conversão das marcas de 388 lojas.

O negócio foi anunciado pelo Carrefour em março, por R$ 7,5 bilhões, e notificado ao Cade em julho do ano passado. A operação envolve a aquisição, pelo Carrefour, de 386 unidades de varejo, 15 postos de combustíveis e 11 centros de distribuição para realizar atividades atacadistas do Big.

De acordo com o Citibank, a transação está avançando com menos desinvestimentos do que o esperado anteriormente – isto é, menos de 10% da base de lojas do Big terão que ser vendidas. Apesar de não ter acesso às possíveis vendas apontadas pelo Cade, o banco acredita que devem se restringir a seis cidades: Gravataí (RS), Juazeiro do Norte (CE), Olinda (PE), Recife (PE), Santa Maria (RS) e Viamão (RS).

 

APROVAÇÃO COM RESTRIÇÕES

Conforme parecer da superintendência do Cade, as empresas do negócio atualmente concorrem em três mercados: comércio varejista de autosserviço; atacado de distribuição de produtos primordialmente alimentícios e outros bens; e revenda de combustíveis no varejo.

Segundo o departamento, a análise demonstra que, em um cenário pós-operação, a atividade não tem potencial de gerar preocupações concorrenciais nos mercados de atacado de distribuição e de postos de combustíveis. Também em relação ao setor de varejo de autosserviço, a Superintendência afastou riscos concorrenciais na maioria dos mercados relevantes.

“Contudo, para uma pequena parcela de mercados envolvidos nesse setor, não foram verificados elementos suficientes para descartar a probabilidade de exercício de poder de mercado por parte das empresas envolvidas no negócio, mesmo após avaliação de possíveis eficiências que pudessem compensar os efeitos negativos decorrentes da operação”, disse, em nota.

Agora, o processo agora será avaliado pelos conselheiros do tribunal do Cade, responsável pela decisão final, podendo atacar ou não a recomendação da Superintendência.

O Cade tem até 240 dias, prorrogáveis por mais 90, para concluir a apreciação de atos de concentração. O prazo legal para conclusão da análise da operação envolvendo o Grupo Big passou a correr a partir de 12 de julho de 2021, segundo o órgão.

Fonte
Mercado e Consumo
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