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Ágora prevê novos aumentos para o preço da celulose

Suzano é o nome favorito da corretora no mercado de papel e celulose; Klabin é opção defensiva

A Ágora Investimentos está otimista com relação ao ciclo de alta nos preços da celulose. A corretora revisou para cima as estimativas para os preços da fibra curta neste ano e espera que as cotações alcancem US$ 700 por tonelada até o final de 2021, com média de US$ 610/tonelada. Para a celulose de fibra longa, os preços devem atingir uma média de US$ 825 a tonelada.

De acordo com o time de research da corretora, o aumento das projeções tem ocorrido em virtude da melhoria dos fundamentos do mercado, sustentados pela recuperação da demanda na Europa, aliada à manutenção da forte demanda na China e na América do Norte. Além disso, os analistas mencionam o aumento do preço do papel a nível global e a capacidade restrita, que tende a diminuir ainda mais.

“Particularmente para celulose de fibra curta, o spread de fibra de celulose longa está agora em níveis históricos de US$ 245/tonelada, fornecendo suporte significativo de demanda e preço para celulose de fibra curta (achamos que uma faixa de spread justo é de US$ 100-150/tonelada). Dito isso, agora projetamos um déficit de mercado de celulose de cerca de 1 milhão de toneladas em 2021”, comentaram os analistas.

SUZANO É O NOME FAVORITO DA CORRETORA

A corretora manteve a Suzano como sua principal escolha no setor de papel e celulose. Isso porque, na visão da Ágora, a fabricante deve se beneficiar ao máximo do ciclo de alta da celulose, e possui tendências operacionais positivas (rápida desalavancagem, forte dinâmica de lucros e crescimento).

“A desalavancagem será rápida (projetamos dívida líquida/Ebitda para atingir 2,3 vezes no fim de 2021 versus 4,3 vezes no quarto trimestre de 2020), e acreditamos que a administração deve anunciar a nova expansão de celulose de Ribas do Rio Pardo em 2,2-2,5 milhões de toneladas no Brasil em breve – estimamos que o projeto agregue cerca de R$ 7-12/ação”, afirmou a equipe de research.

KLABIN É OPÇÃO DEFENSIVA

A Klabin também se beneficia do ciclo atual da celulose, e foi classificada pela Ágora como opção defensiva. A corretora ressaltou que o negócio de embalagens de papel da empresa está prosperando tanto no Brasil quanto no mercado exterior.

“No Brasil, a empresa implementou aumentos de preços de 5 a 10% para os principais papéis e embalagens ao longo do segundo semestre de 2020, com iniciativas adicionais (e semelhantes) no início de 2021. Nas exportações, a moeda acima da marca de R$ 5/dólar implica em margens de exportações quase tão altas quanto as margens domésticas”, escreveram os analistas.

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Para ambas as companhias, a Ágora possui recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 35 para Klabin e R$ 89 para Suzano.

Fonte
Money Times
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