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Celulose Notícias

Ações da Klabin alcançam máxima histórica

fabrica klabin

Companhia vive seu melhor momento, tanto em resultado quanto em valorização em bolsa

A Klabin hoje vive seu melhor momento, tanto em resultado quanto em valorização em bolsa. A companhia teve forte desempenho no segundo trimestre, demonstrando que é capaz de crescer em meio a cenários turbulentos, e que na indústria de celulose e papel, combinam os preços baixos da matéria-prima e a demanda enfraquecida pela pandemia do coronavírus.

Com o Projeto Puma II, de R$ 9,1 bilhões em investimentos em curso, a empresa já traçou novas rotas de expansão até o final da década. No entanto, para o diretor financeiro e relações com investidores da Klabin, Marcos Ivo, os planos de crescimento, as novas formas de remuneração de fatores ambientais e os avanços em pesquisa e desenvolvimento ainda não foram incorporadas ao preço da ação.

Marcos Ivo Klabin

A unit da Klabin renovou, nessa segunda-feira, 17, a máxima histórica, alcançada na última quinta, ao crescer mais 2,1%, para R$ 25,68, em um pregão de baixa do Ibovespa. Ainda assim, pode haver espaço para mais valorização. “O potencial de crescimento não está no preço”, comentou Ivo, acrescentando que os investidores precificam a entrega de resultados consistentes e a combinação de resiliência e flexibilidade dos negócios, mas ainda não compreenderam corretamente o potencial de crescimento e o valor que está travado atualmente na empresa.

De acordo com o planejamento estratégico, até 2030, a capacidade instalada da maior fabricante brasileira de papéis de embalagem, de embalagens de papelão ondulado e de celulose fluff, chegará a 6,5 milhões de toneladas, contra 3,5 milhões de toneladas/ano atualmente. “Esse crescimento considera a base florestal atual e se dará, substancialmente, em papéis para embalagem. Mas passa por todos os mercados de atuação”, afirmou.

Com o projeto Puma II, cujas obra estão em andamento, a companhia elevará em mais 1 milhão de tonelada a capacidade instalada nos próximos anos. Para o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, somente esse projeto pode acrescentar um valor entre R$ 3 a R$ 4 à unit, mas parte dele pode já estar incorporada ao preço atual. “Os investidores estão olhando mais de perto para o valor que esse projeto de expansão pode trazer”, defendeu. A boa performance operacional, apesar dos efeitos negativos da Covid-19 e a percepção de que o preço da celulose tocou o piso contribuem para o desempenho da unit, ele avalia. Por outro lado, o potencial fim do pagamento de royalties por uso da marca aos controladores não interfere nesse caso.

Considerando os resultados alcançados no primeiro semestre, 2020 deve ser o 11º ano consecutivo de expansão do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Klabin, que foi de R$ 747 milhões em 2009 para R$ 4,3 bilhões em 2019. O grande salto ocorreu em 2016, com a unidade Puma e a entrada mais robusta da empresa no negócio de celulose de mercado, o que também alavancou a capacidade de execução de novos projetos. “Desde 2009, o Ebitda cresce todos os anos. E 2020 não deve ser diferente”, declarou Ivo.

De abril e junho, a Klabin registrou o maior Ebitda trimestral da história, de R$ 1,3 bilhão, uma alta de 39%. O forte desempenho pode ser explicado pelo modelo de negócios diversificado e a exposição de 80% de sua produção a segmentos de primeira necessidade. Para o terceiro trimestre, espera-se que a demanda seja positiva, conforme o executivo.

Na última semana, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) informou que as expedições de caixas, acessórios e chapas totalizaram 334,3 mil toneladas no mês passado, o que representa um novo recorde mensal. “Julho foi um mês muito positivo, em linha com a ABPO. Agosto tem se mostrado bastante aquecido e setembro também está com um bom volume de pedidos”.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida em dólar, era de 3,6 vezes em junho, acima do nível normal por causa do investimento no Projeto Puma II, mas alinhada com a política financeira. Com R$ 9,8 bilhões em caixa no fim do segundo trimestre e prazo médio da dívida de 114 meses, a companhia terá de fazer frente a vencimentos de R$ 2,1 bilhões até o fim de 2022, período que concentrará a maior parte dos desembolsos com o novo projeto de expansão. “Estamos confortáveis”, concluiu o diretor.

Fonte: Valor Econômico

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