Volume de vendas da Mili sobe 20% no 1º trimestre
Segundo a gerente de marketing e trade da Mili, Renata Maciel, os bons resultados são frutos dos investimentos feitos pela marca
A Mili, maior empresa totalmente brasileira no setor de tissue, conseguiu resultados expressivos no primeiro trimestre de 2022. O volume de vendas da companhia superou as expectativas, sendo 20% superior ao registrado no mesmo período no ano passado.
Segundo a gerente de marketing e trade da Mili, Renata Maciel, os bons resultados são frutos dos investimentos feitos pela marca. Ela falou sobre os mais de R$ 100 milhões investidos em equipamentos, ampliação dos parques industriais, ações de rebranding das embalagens e do aprimoramento dos produtos em entrevista.
“A Mili fez uma reformulação em seu portfólio. Há alguns anos nós começamos a trazer produtos premium para a marca, como o papel higiênico folha tripla. Ao mesmo tempo, começamos a retrabalhar a imagem da Mili, criamos uma nova mascote, compramos maquinários novos. Foi uma sequência de ações da qual agora estamos colhendo os frutos”, comentou a executiva. “Esse grande crescimento em março nos mostrou que os top 300 clientes que nós atendemos aumentaram a compra do nosso mix. Ou seja, quem antes só comprava a linha de papel higiênico hoje compra fraldas, absorventes e guardanapos de papel, por exemplo”, citou a gerente.
De acordo com Renata, os três primeiros meses do ano costumam ser os de menor faturamento para alguns setores da indústria, entre eles o de tissue. Isso acontece, segundo a executiva, pela agressividade das ações de vendas tomadas nos meses de novembro e dezembro, pois a indústria cria condições especiais para promover um maior estoque de produtos aos clientes durante esse período. Dessa forma, os consumidores começam o ano seguinte em ritmo lento nas compras.
“Nós acreditávamos que o primeiro trimestre de 2022 viria mais devagar, justamente por esses nossos clientes estarem até bem supridos nos estoques dos nossos produtos. Nós não tomamos nenhuma ação, nenhuma atitude diferenciada neste início de ano. Para a nossa surpresa positiva, janeiro foi um mês bom, fevereiro foi melhor e março surpreendeu a todos. Nós batemos todos os nossos recordes para este mês em nossa história, até mesmo comparando com março de 2020, no início da pandemia, quando a procura por papel higiênico foi tão alta a ponto de alguns supermercados limitarem a compra a poucas unidades por cliente”, declarou a executiva.
AÇÕES DE REBRANDING E EXPANSÃO
Uma das ações feitas pela empresa recentemente foi reposicionar a linha de absorventes íntimos. Nos próximos meses do ano, uma das ações que devem ser impulsionadas pela Mili é a expansão da presença da marca em mercados importantes, como Rio de Janeiro e São Paulo. A marca já possui sólida presença nos três estados do sul do país, e conta também com uma unidade fabril em Maceió.
Nesta unidade fabril do Nordeste, a Mili trabalha com uma abordagem diferenciada de produção como forma de garantir a qualidade dos produtos ao mesmo tempo em que mantém um preço competitivo em relação aos produtos locais.
“Em Alagoas nós temos uma convertedora de papel. Nós colocamos as bobinas de 3,5 toneladas nos caminhões aqui no Sul e mandamos para a unidade fabril de lá, onde esse papel é fracionado, cortado e acondicionado nas embalagens para só então seguir para os pontos de venda. O frete para os produtos finais ficaria muito mais caro no volume em comparação com as bobinas de papel. Isso nos permite trabalhar com a mesma qualidade de produto com um preço mais barato para o consumidor final, já que não é preciso repassar um valor de frete maior para essas linhas de entrada”, explicou Renata.
META DA MILI INCLUI AMPLIAÇÃO DE CLIENTES
Atualmente, a carteira de clientes da indústria é de aproximadamente 14 mil empresas. Nas contas de Renata, isso representa cerca de 49 mil pontos de venda. A meta para os próximos anos é aumentar esses números de maneira expressiva, e oferecer mix variados dentre os cerca de 130 produtos fabricados no Paraná e em Santa Catarina a cada um desses novos clientes.
“Hoje nós temos uma extensa gama de produtos, e isso nos permite estar tanto nos mercadinhos de bairro quanto nos supermercados em áreas nobres das cidades. Estamos bem presentes em redes regionais de supermercados do sul. Agora vamos buscar novos checkouts nacionais, como as redes Assaí, Atacadão, Sam’s Club”, concluiu.


















