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Venezuela ordena ocupação de fábrica da Kimberly

Kimberly-Clark encerrou produção de artigos de higiene pessoal no país. Empresa dos EUA alegou piora nas condições da economia.

Funcionários da Kimberly Clark em Macary, na Venezuela, no domingo (10) (Foto: Reuters/Carlos Jasso)

Funcionários da Kimberly Clark em Macary, na Venezuela, no domingo (10) (Foto: Reuters/Carlos Jasso)

O governo venezuelano ordenou nesta segunda-feira (11) a ocupação da empresa norte-americana Kimberly-Clark, que encerrou sua produção de artigos de higiene pessoal alegando uma piora das condições econômicas.

“Vamos assinar a solicitação que nos foi feita pelos trabalhadores, onde apresentaremos (…) a ocupação imediata da entidade de trabalho Kimberly-Clark da Venezuela (…) por parte dos trabalhadores”, disse o ministro do Trabalho, Oswaldo Vera, no prédio da companhia na cidade de Maracay, que produz especialmente papel higiênico.

Ao assinar o documento, em meio a aplausos dos funcionários, Vera ordenou ligar as máquinas.

“A partir de hoje, a Kimberly-Clark volta a abrir suas portas, sua produção”, afirmou o funcionário, que reiterou a advertência do presidente Nicolás Maduro de intervir nas companhias que paralisarem suas atividades.

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“Bem-vindos ao setor empresarial que quer acompanhar o governo, mas empresa que é fechada é empresa que será ocupada e aberta pelos trabalhadores e pelo governo revolucionário”, sustentou.

No último sábado, a Kimberly-Clark anunciou a paralisação das suas operações falando sobre uma “carência de divisas” para adquirir matéria-prima e “o rápido aumento da inflação”.

Segundo um comunicado da multinacional, esse fatores tornam “impossível operar”. A fabricante de papel higiênico e fraldas, entre outros produtos, declarou que “se as condições mudarem” avaliará no futuro “a viabilidade” de retomar as atividades.

200 demitidos
Por sua parte, o site da emissora “Unión Radio” afirmou que 200 trabalhadores diretos da empresa americana ficaram sem emprego na sexta-feira.

As empresas na Venezuela necessitam de divisas para poder adquirir a matéria-prima para produzir. Desde 2003 o país mantém um controle cambial que deixa nas mãos do Estado o monopólio da administração de divisas do país, que são vendidas através de um embaraçado sistema administrativo.

Além disso, nos últimos meses se criou um gargalo na entrega de divisas a diferentes setores econômicos que afetou todos os setores em sua oferta e produção.

G1