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Vendas da P&G crescem 2,6%, mas ficam abaixo das expectativas

As vendas líquidas aumentaram 2,6%, para US$ 16,50 bilhões. Analistas previam vendas de US$ 16,54 bilhões.

O resultado trimestral da Procter & Gamble ficou abaixo das estimativas de Wall Street.

A empresa divulgou na última terça-feira (31) que teve os resultados prejudicados por preços mais baixos e fraca demanda em suas unidades que fabricam fraldas Pampers e produtos de barbear Gillette.

As vendas líquidas aumentaram 2,6%, para US$ 16,50 bilhões. Analistas previam vendas de US$ 16,54 bilhões.

Os grandes fabricantes de bens de consumo estão lutando para aumentar as vendas à medida que os hábitos de consumo evoluem, com muitos consumidores escolhendo marcas mais novas ou mudando a forma como se cuidam.

A P&G e seus rivais também têm sido impactados pelos crescentes custos de transporte e commodities, particularmente pela celulose usada em fraldas e produtos de papel.

A empresa, cujos membros do conselho incluem o investidor ativo Nelson Peltz, disse que os cortes de custos e os preços mais altos ajudariam a empresa a divulgar vendas orgânicas e lucro operacional mais fortes segundo semestre fiscal de 2019, em relação ao primeiro semestre.

A P&G, a segunda maior empresa de produtos embalados do mundo depois da Nestlé, está implementando um aumento médio de 4% nos preços das fraldas Pampers na América do Norte, e começou a notificar os varejistas de um aumento médio de 5% nos preços dos produtos Bounty, Charmin e Puffs.

Os preços mais altos podem não ser bem-recebidos pelos varejistas norte-americanos que vêm reduzindo agressivamente os preços e apertando os níveis de estoques para acompanhar o ritmo da Amazon.com.

“Embora a P&G tenha anunciado aumentos de preços de 4% a 5% para as principais empresas dos Estados Unidos, ainda restam dúvidas se os preços permanecerão no atual ambiente “, escreveu Bonnie Herzog, analista da Wells Fargo, em nota.

Para o ano fiscal de 2019, a P&G informou que vê um crescimento do lucro operacional por ação de 3% a 8%, ou US$ 4,45 no ponto médio. Os analistas esperavam US$ 4,39 por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

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