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Valmet vê aumento na carteira de pedidos com expansão do setor de papel e celulose

A empresa também confirma que os critérios ESG agora são parte definitiva do escopo dos projetos industriais

O setor florestal, incluindo as fabricantes de papel e celulose, vive um momento de franca expansão, com R$ 35,5 bilhões em investimentos anunciados até 2023 somente no Brasil. Com isso, fornecedores de máquinas e tecnologias para o segmento têm visto sua carteira de pedidos aumentar.

É o caso da finlandesa Valmet, líder em tecnologias e automação para fábricas de celulose na América do Sul, que vê o atual ciclo de expansão como mais forte do que os anteriores. A empresa também confirma que os critérios ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) agora são parte definitiva do escopo dos projetos industriais.

Se, antes, o mercado acompanhava ondas de investimento separadas por intervalos de tempo, neste momento, estão em fase de planejamento ou execução na região por volta de dez novas fábricas ou máquinas de celulose e papel, em um movimento atípico para o setor. “Ainda estamos finalizando projetos e uma nova onda está começando”, diz o presidente da Valmet na América do Sul, Celso Tacla.

A multinacional está participando de praticamente todos os projetos em andamento na região e se prepara para novas concorrências. Recentemente, a gigante de celulose Suzano anunciou, oficialmente, sua nova fábrica em Ribas do Rio Pardo (MS), denominada Projeto Cerrado, com investimento previsto de R$ 14,7; e a Klabin informou que o Projeto Puma II contará com uma segunda máquina de papel cartão, em um aporte que totaliza R$ 9,1 bilhões.

Para solucionar o aumento da necessidade de mão de obra qualificada provocada pelo aquecimento do setor, a multinacional, que conta com 600 funcionários diretos na região, segue contratando. E, devido às restrições de mobilidade em virtude da pandemia, que provoca dificuldades de trazer técnicos e engenheiros da Valmet na Finlândia e na Suécia para auxiliar na execução dos projetos, a companhia vem usando de forma crescente as ferramentas virtuais.

Também merecem destaque o alto grau de inovação dos novos projetos e a presença cada vez mais forte dos critérios ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). “Já havia foco em sustentabilidade, mas é tendência que as novas tecnologias para celulose e papel busquem a neutralidade em carbono”, citou Tascla.

Exemplo disso é a primeira fábrica de celulose livre de combustíveis fósseis na região, da Bracell, em Lençóis Paulista (SP), que entrará em operação no segundo semestre, utilizando tecnologia de caldeira de biomassa da Valmet para este fim. O mesmo vale para a unidade de Ribas, da Suzano, que também não usará combustível fóssil.

Para suprir à demanda dos clientes com relação aos princípios ESG, a empresa está à procura de tecnologias que permitam, cada vez mais, reduzir a pegada de carbono – seja por meio de eficiência energética, menor consumo de combustíveis fósseis ou o uso de insumos recicláveis, como o aço.

95% das emissões de carbono equivalente da Valmet provêm do uso de suas tecnologias e serão diminuídas por meio do fornecimento de sistemas que ofereçam aos seus clientes uma produção até 100% neutra. As operações e a cadeia de suprimentos correspondem a 5% de sua pegada de carbono e, para reduzir esse impacto, a empresa lançou, em abril, um programa interno de metas a serem cumpridas até 2030.

No caso das operações próprias, a meta é diminuir em 80% as emissões e na cadeia de suprimentos, em 20%.

Fonte
Valor Econômico
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