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Celulose Notícias

Três Lagoas-MS pode ganhar porto fluvial

A cidade, no interior do Mato Grosso do Sul, que já é considerada Capital Mundial da Celulose pretende implantar um porto fluvial para maior eficiência logística.

A cidade, no interior do Mato Grosso do Sul, que já é considerada Capital Mundial da Celulose pretende implantar um porto fluvial para maior eficiência logística.

Estudo realizado pela empresa Ega Consultoria, de campo Grande, aponta que é viável a implantação de um porto fluvial em Três Lagoas devido à potencialidade, principalmente da celulose, que poderão ser transportados pela hidrovia Paraná/Tiete.

O estudo apontou também que o local ideal para essa implantação é na região da Cascalheira, local em que está prevista a construção de um terminal intermodal e junto está projetado a instalação de um porto seco e, em anexo o porto fluvial, segundo informou José Carlos Perches Júnior, da empresa Ega.

O estudo foi concluído pela empresa e entregue ontem para a Prefeitura. Segundo o secretário de Receita e Governo, Walmir Marques Arantes, a conclusão desse levantamento vai ao encontro da proposta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários e da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), que, inclusive, promoveram ontem um Workshop para explicar a importância da iniciativa privada se investir no transporte hidroviário, em especial na Hidrovia Tietê-Paraná.

“A prefeita Márcia Moura parece que estava prevendo isso. Os nossos relatórios já estão prontos. Isso nos gratifica enquanto gestores, porque mostra que estamos no caminho certo. Há mais de seis meses já concluímos o estudo de viabilidade do porto seco e, agora estamos concluindo o do porto fluvial”, destacou o secretário Walmir Arantes.

Conforme o estudo realizado, a implantação de um porto fluvial custa cerca de R$ 45 milhões. Apesar do valor, considerado alto para o poder público investir, o secretário destacou eu é muito viável para a iniciativa privada, principalmente em razão da demanda existente. “Mas, vamos buscar parceiros que tenham vontade de colocar os seus produtos para serem transportados de maneira segura e mais rápido, seja no mercado interno, ou externo. Temos uma potencialidade muito grande em alguns produtos a serem transportados via hidrovia, até chegar ao porto em São Paulo”, destacou o secretário.

A intenção de se investir no transporte hidroviário, conforme Arantes, é tirar uma grande quantidade de caminhões das estradas, utilizando a hidrovia. “Em barcaça transportada tira-se 160 caminhões da rodovia e isso é um ganho muito grande, porque garante economia e evita possíveis acidentes nas estradas. Se há potencialidade de produtos e gera economia, o porque não implantar esse projeto em Três Lagoas?”, questionou.

Apesar do valor alto, o secretário acredita que haverá grandes interesses por parte dos investidores, já que existe demanda pata isso. “O poder público não tem condições de implantar um projeto como este, mas vamos buscar parceiros e, bem próximos que tem vontade de colocar os seus produtores mais rapidamente no mercado”, salientou.

Para o representante da empresa responsável pela consultoria, além de Três Lagoas ter se tornado polo da celulose, está em um ponto estratégico que vai interligar várias modalidades de transporte. “A prefeita Márcia Moura antecipou a todo esse pessoal e iniciou bem antes esse estudo de viabilidade para implantação, não só do porto fluvial, mais bem como, do intermodal e porto seco”, reforçou o consultor José Carlos.

Ele informou que, além de buscar um interessado, o próximo passo é providenciar as licenças ambientais necessárias para a implantação do projeto no município. O secretário de Estado e Obras Públicas, Edson Giroto, disse que, no que for necessário, o governo do Estado será um parceiro na implantação desse projeto, já que o rio Paraná está pronto para receber esse tipo de transporte.

Jornaldiadia.com.br