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Suzano vende 21 mil hectares de florestas para reduzir dívida

Propriedades rurais pertencerão às empresas Bracell SP Celulose e Turvinho Participações

Em comunicado enviado ao mercado na sexta-feira, 20, a produtora de papel e celulose Suzano anunciou que estabeleceu acordo para a venda de 21.066 hectares de propriedades rurais às empresas Bracell SP Celulose e Turvinho Participações. As áreas florestais são situadas à região central do estado de São Paulo.

De acordo com a companhia, parte da operação ocorrerá por meio de venda e a outra, por cessão da Suzano aos compradores dos contratos de arrendamento. No acordo, as empresas adquiriram as florestas já estabelecidas e também as em crescimento. Além disso, se comprometeram em comprar volume de madeira adicional por R$ 1,05 bilhão.

A transação ainda depende de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em nota, a Suzano declarou que a operação “está alinhada com o plano de desalavancagem anunciado ao mercado e confirma a disciplina financeira na execução de sua política de endividamento”.

A venda de florestas e terras para a Bracell Celulose, que está ampliando a capacidade de produção de celulose da antiga Lwarcel, e para a Turvinho Participações, é estimada em mais de R$ 1 bilhão. Quase 100% do valor da transação será recebido assim que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprová-la.

O negócio leva a Suzano a cumprir mais uma meta estabelecida após a fusão com a Fibria, porém, em um prazo bastante inferior ao previsto: vender R$ 1 bilhão de reais em ativos não estratégicos em um período de cinco anos. A empresa já havia fechado a venda de florestas em São Paulo, para a Klabin, por R$ 400 milhões, no fim de 2019, e agora, angariou mais de R$ 1 bilhão na transação com a Bracell. “Entregamos todos os pontos estabelecidos”, declarou Walter Schalka, presidente da Suzano.

 

Segundo o executivo, os recursos reforçarão o caixa da companhia, que prevê um cenário mais positivo para os preços da fibra em 2021. Mesmo com o ciclo de baixa da matéria-prima, em 12 meses até setembro, a empresa diminuiu seu endividamento em US$ 1,2 bilhão. A Suzano preserva a meta de chegar ao final de 2021 com alavancagem financeira de 3 vezes em dólares, contra 4,4 vezes no fim de setembro.

Schalka salientou que a Suzano permanece diligente em relação à disciplina financeira e construirá a fábrica de celulose de Ribas do Rio Pardo (MS) tão logo as condições financeiras permitam. Questionado sobre o volume de projetos anunciados para a América do Sul nos próximos anos, ele declarou: “Nós vamos fazer esse projeto”.

A fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo será a mais competitiva do mundo, considerando o baixo raio médio. A construção da unidade ainda não foi anunciada, mas deve levar de 26 a 27 meses.

Fonte
Valor Econômico
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