A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, teve um terceiro trimestre positivo, apesar das incertezas em relação à demanda de celulose da China, da pressão da alta de commodities sobre custos e dos gargalos na logística global, registrando uma geração de caixa operacional de R$ 5,2 bilhões, novo recorde trimestral desde a constituição da Suzano S.A., em janeiro de 2019. No período de 12 meses, encerrado em setembro deste ano, a geração de caixa operacional totalizou R$ 17 bilhões.
A companhia anunciou que encerrou o trimestre com prejuízo de R$ 959 milhões, 17% abaixo da perda registrada um ano antes. Entre julho e setembro, a receita líquida deu um salto de 44% na comparação anual, para R$ 10,76 bilhões. O resultado reflete a alta de 6% no volume total comercializado, para 3 milhões de toneladas, o preço médio líquido da celulose 43% mais elevado e o preço médio líquido de papel 21% superior. Em relação ao segundo trimestre, a receita líquida subiu 9%
No período, a Suzano vendeu 2,67 milhões de toneladas de celulose, 6% mais do que o registrado em 2020, e 336 mil toneladas de papéis, avanço de 5% na mesma comparação. Frente o segundo trimestre, a alta foi de 14%.
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no trimestre foi o maior já registrado pela Suzano, alcançando R$ 6,31 bilhões – crescimento de 67% na comparação anual. Como resultado, a margem Ebitda foi de 59%, contra 51% um ano antes e 60% no segundo trimestre.
Já o resultado financeiro líquido da companhia foi negativo, em R$ 7,77 bilhões no trimestre, em virtude de perdas com variação cambial e monetária de R$ 4,08 bilhões e de R$ 2,53 bilhões com operações com derivativos para proteger parte do fluxo de caixa. Ao fim do trimestre, a alavancagem financeira da empresa estava em 2,7 vezes, abaixo das 3,3 vezes vistas três meses antes.
PROJETO CERRADO
O conselho de administração da Suzano anunciou, também, que aprovou a execução do Projeto Cerrado, um investimento de R$ 14,7 bilhões na nova fábrica em Ribas do Rio Pardo (MS). O plano de construir uma nova unidade fabril aguardava o sinal verde do colegiado e dependia da queda da alavancagem financeira.
Com resultados acima do esperado pelo mercado, o projeto foi aprovado com o mesmo investimento estimado originalmente, e capacidade produtiva nominal de 2,55 milhões de toneladas anuais de celulose de eucalipto, acima das 2,3 milhões de toneladas anunciadas inicialmente, demonstrando que a Suzano foi bem-sucedida nas negociações com fornecedores.
Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que os desembolsos vão ocorrer entre 2021 e 2024. Antes previsto para o primeiro trimestre de 2024, o início de operação foi postergado para o segundo semestre do mesmo ano.
Mais detalhes sobre o Projeto Cerrado serão divulgados em evento a ser realizado no dia 5 de novembro.


















