A Suzano anunciou que aumentou em R$ 4,6 a estimativa de investimentos no Projeto Cerrado, sua nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS). O aporte de capital industrial previamente divulgado pela empresa, de R$ 14,7 bilhões, agora chegará a R$ 19,3 bilhões.
Segundo a companhia, o valor adicional contempla investimentos florestais, logísticos e em planta química, dentre outros, relativo à plena execução do projeto, com desembolso distribuído entre 2021 e 2024. A maior parte do valor – 75% – deve ser aplicada até 2023.
De acordo com o diretor operacional de celulose da Suzano, Aires Galhardo, o projeto corresponderá à maior linha única de produção de celulose de eucalipto do mundo.
A nova fábrica produzirá mais de 2 milhões de toneladas de celulose de eucalipto no primeiro ano de operação. Com previsão de startup para o segundo semestre de 2024, a fábrica terá capacidade produtiva de 2,55 milhões de toneladas anuais e terá o menor custo caixa de produção entre os ativos industriais da companhia.
Segundo o diretor florestal, logística e suprimentos da Suzano, Carlos Aníbal, a celulose produzida na nova fábrica seguirá por rodovia até um terminal em Inocência (MS) e, de lá, seguirá por ferrovia até o porto de Santos. A empresa já tem um memorando de entendimentos com a Rumo sobre essa etapa do transporte e tem negociações em andamento com companhias de navegação.
Conforme o presidente da Suzano, Walter Schalka, o plano da companhia é vender a maior parte da produção do Projeto Cerrado via contrato e não no mercado à vista. “O projeto é um marco em termos de competitividade. Mesmo em cenário de muito estresse trará retorno aos acionistas e contribuirá para nossas metas de sustentabilidade”, declarou o executivo.
A fabricante projeta crescimento da demanda global de celulose de fibra curta de um dígito alto nos próximos anos, assegurando a absorção da oferta adicional com a entrada em operação do Projeto Cerrado. A substituição da celulose de fibra longa pela fibra curta e a troca de materiais de origem fóssil pelos de origem renovável sustentam essa perspectiva.
Mesmo diante dos atuais gargalos logísticos, a gigante de celulose acredita que conseguirá cumprir o cronograma do projeto e colocá-lo em operação no segundo semestre de 2024, concluiu Schalka.












