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Supermercados projetam faturamento de R$ 33 bilhões

Setor é o primeiro a sentir os efeitos da crise, mas também é o segmento que quase não desacelera em períodos de menor consumo

Longo explica que setor passa por fase otimista e deve continuar crescendo em 2019

Falta pouco mais de um mês para 2018 acabar, mas a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) já consegue medir a força do setor na economia do Rio Grande do Sul durante o ano. Os mais de 4,6 mil supermercados do Estado irão movimentar o equivalente a 7% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. O faturamento é estimado em R$ 33 bilhões.
De acordo com o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, o setor é o primeiro a sentir os efeitos da crise, mas também é o segmento da economia que quase não desacelera em períodos de menor consumo. “O consumidor acaba optando por outras marcas, fracionando a compra, e até mudando hábitos. O que nós percebemos agora é um movimento que nos deixa otimistas. O próximo ano deve ser ainda melhor”, projeta.
O faturamento dos supermercados gaúchos corresponde a 41% de toda a receita gerada pelo segmento nos três Estados do Sul. O percentual mostra a importância do setor, que é formado em sua maioria por pequenas e médias empresas. “Atualmente, 50% das vendas ocorrem em estabelecimentos médios e pequenos. É um setor de extrema importância para economia, que no Estado emprega 97 mil trabalhadores.”
Entre os principais desafios apontados pelo presidente da Agas está a redução do custo do Estado, que passa pela diminuição das alíquotas de tributos em produtos básicos, como os itens de higiene e limpeza. Mesmo sendo considerados de necessidade básica, eles têm alta carga tributária. “Nós estamos otimistas com os novos governos, que foram eleitos a partir das propostas que apresentaram. Nós vamos aguardar e acreditar, sobretudo, nos projetos de redução da carga tributária”, avalia.

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