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Segurança é reforçada nos supermercados venezuelanos

Uma polícia anti-motim está em algumas zonas de Caracas onde crescem filas de pessoas tentando comprar bens de primeira necessidade que estão em falta. Papel higiênico continua na lista.

Muitos supermercados venezuelanos estão com as prateleiras vazias | EPA/MIGUEL GUTIERREZ

Muitos supermercados venezuelanos estão com as prateleiras vazias | EPA/MIGUEL GUTIERREZ

As autoridades venezuelanas reforçaram hoje a segurança, junto de alguns supermercados de Caracas, com o aumento da tensão, nas cada vez maiores filas de pessoas, à procura de produtos que escasseiam, no mercado local.

No leste de Caracas, ao final da manhã de ontem, equipas de polícia, com equipamento anti-motins, foram enviadas para uma sucursal da rede estatal de supermercados Bicentenário, em Terrazas del Avila, onde os clientes disseram aos jornalistas ter havido situações de violência, chegando a ouvir-se “alguns tiros”, como afirmaram.

O local está em vigia por funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas sobre dificuldades em obter produtos básicos, como o arroz, massa, farinha de trigo e de milho, café, açúcar, margarina, maionese ou leite em pó.

Também há falta de papel higiênico e de outros produtos de higiene pessoal.

Nas últimas semanas intensificaram-se as já tradicionais filas de pessoas junto dos supermercados.

Estas filas, que os jornalistas estão proibidos de fotografar, estão sob controle da Guarda Nacional (polícia militar), que, por vezes, como afirma, tem de disparar balas de borracha para o ar, com o objetivo de dispersar a população e impedir situações de violência.

dn.pt