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Segunda onda de coronavírus leva alemães a estocarem papel higiênico

Cenário visto no início da pandemia se repete após sete meses, em decorrência das compras de pânico

Em março, quando foi decretada a pandemia do novo coronavírus, o papel higiênico desapareceu do dia para a noite das prateleiras de supermercados na Alemanha. Sete meses depois, em outubro, esse cenário se repete: as mesmas prateleiras estão vazias, em decorrência das compras de pânico provocadas por uma segunda onda do coronavírus e o medo de um novo lockdown no país.

Com a alta no número de casos de Covid-19 na Alemanha – o país registrou, nessa quarta-feira, 21, quase 76 mil novas infecções em 24 horas – as redes de supermercado vêm registrando aumento nas vendas de produtos não perecíveis, em especial, o papel higiênico.

No início da pandemia, muitas pessoas estocaram o produto temendo um desabastecimento, e a alta procura fez com que diversas lojas limitassem o número de pacotes de um mesmo produto por família.

Agora, grandes redes de supermercado alemãs afirmam ter voltado a registrar um aumento nas vendas da mercadoria. “Atualmente, estamos observando mais uma vez um ligeiro aumento na demanda por determinados produtos em nossas filiais, incluindo papel higiênico”, declarou a rede Aldi Süd à revista Wirtschaftswoche.

O diretor-administrativo de um supermercado da rede Edeka em Wuppertal, na Renânia do Norte-Vestfália, também notou um aumento maciço na demanda por papel toalha. Ao jornal local Wuppertaler Rundschau, disse que o mesmo está ocorrendo em outras lojas, mas considera essa medida desnecessária. “Se todos os clientes comprarem normalmente, as cadeias de abastecimento serão mantidas. Não surgirão gargalos, e todos serão abastecidos suficientemente”, garantiu.

A rede Lidl também observou mudança no consumo dos clientes, porém, ressaltou que não há motivo para pânico. “Em algumas regiões e filiais estamos registrando pontualmente uma demanda ligeiramente maior na linha de higiene. No entanto, estamos bem preparados para uma mudança na situação, e poderemos reagir rapidamente para abastecer as filiais com mercadorias suficientes”, comentou a empresa.

No início da pandemia, as vendas de papel higiênico em drogarias, supermercados e até no varejo dispararam na Alemanha. Na segunda semana de março, por exemplo, as vendas foram 135% superiores às do mesmo período em 2019, segundo dados da empresa de pesquisas de mercado IRI. Em seguida, a demanda caiu drasticamente antes de os números voltarem a se estabilizar, em julho.

Para o especialista em varejo Dominick Overbeck, da IRI, pode haver uma nova onda de Hamsterkäufe (compras de Hamster, em tradução literal) no país. No entanto, é possível que, baseando-se experiência da primeira onda, os consumidores não temam as lacunas de abastecimento e não façam grandes estoques.

Em maio, um estudo da companhia de análise de mercado Nielsen demonstrou que 53% dos alemães entre 18 e 29 anos e 51% entre 30 e 39 anos admitiram ter comprado mais papel higiênico durante a pandemia. Por outro lado, apenas 19% dos maiores de 60 anos e 24% das pessoas na faixa dos 50 anos reforçaram seus estoques.

Fonte
UOL UniversaDW.com
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