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Seca no sudeste afeta produção e logística da celulose, consequentemente, o mercado Tissue.

A falta de chuva, sobretudo na região sudeste do país, tem afetado o processo industrial em diversas etapas. A economia brasileira já demonstra reflexos ao clima seco que tem atingido a grande São Paulo, principal polo produtivo do país.

O que ocorre é que todo país perde em logística, devido a níveis das hidrovias abaixo do considerado normal, inviabilizando o transporte de insumos, como por exemplo, no caso da celulose, e demais matérias primas utilizadas na fabricação de papéis tissue.

O transporte de cargas que é feito através da Hidrovia Tietê-Paraná está inoperável no trecho de Araçatuba, noroeste paulista. Estima-se prejuízo de 200 milhões de reais.

Uma das consequências também em demissões por parte das indústrias, onde o racionamento imposto pelas autoridades locais é mais sentido.

Além da questão logística, outra implicação causada pela seca, que pode alterar o mercado tissue, é uma possível oscilação do processo produtivo das florestas de eucalipto, pois devido à falta de chuva, o desenvolvimento das árvores são afetadas em todo o ciclo de crescimento, pois tanto as mudas que serão plantadas, quanto as árvores mais velhas são impactadas pela seca, comprometendo a produtividade em 2014 e nos anos seguintes.

Não é possível um cálculo preciso do prejuízo causado pela seca, no que diz respeito ao crescimento e evolução de uma plantação de eucalipto, pois o ciclo completo é de aproximadamente 7 anos. Efeitos mais severos serão sentidos posteriormente, mas o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, em um exercício hipotético, disse que as perdas poderiam chegar a 12,5 por cento.

Isso obriga as indústrias, a adquirirem madeira de terceiros, por um preço mais alto, assim afetando a rentabilidade do setor de celulose, consequentemente, dos que dependem do insumo, como o setor de papéis tissue.

Há um termo utilizado na indústria, chamado de ‘pegada hídrica’, onde é relacionado o impacto da água ao longo da cadeia industrial produtiva. No caso do papel, vai desde as plantações, a utilização de água dos mananciais e represas, até a efetiva produção industrial, ou seja, todo o processo. Com um cálculo de pegada hídrica bem elaborado, cada empresa pode buscar a sua forma de investigar e se adequar a uma maneira mais coerente de utilização da água, para no mínimo, amenizar os impactos futuros.

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