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“Projeto BioCMPC traz otimismo e entusiasmo”, diz Mauricio Harger

No início de agosto, a companhia anunciou um investimento de 2,75 bilhões na planta de Guaíba-RS, que contempla 31 iniciativas

O setor de papel e celulose se preocupa cada dia mais em incorporar ações sustentáveis a seus processos e produtos. É um desafio manter o aprimoramento dessa consciência ambiental equilibrando-o com oportunidades de expansão, mas a CMPC apontou um caminho importante para a prática de alinhar a sustentabilidade à modernização operacional.

No início de agosto, a companhia anunciou o Projeto BioCMPC, um investimento de 2,75 bilhões na planta de Guaíba-RS, que contempla 31 iniciativas, divididas em três blocos – um sobre melhorias de controle ambiental, outro de gestão ambiental e o último de modernização operacional. Durante o Talk Tissue com Felipe Quintino, o diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harger, afirmou que o projeto traz “otimismo e entusiasmo”.

“Esse investimento entrou num momento em que estamos saindo da pandemia, falando de retomada econômica e que podemos contribuir de maneira efetiva em trazer mais emprego e renda. Ficamos muito contentes de estar contribuindo com esse momento”, comentou o executivo. Com a iniciativa, a planta da CMPC pode se tornar uma das mais sustentáveis do país, além de obter melhoria nos resultados. “É um aumento de capacidade de 18% ou 350.000 toneladas por ano”, declarou Mauricio.

Um dos destaques do projeto é a criação pioneira de um centro de controle ambiental. “É uma sala de controle 24 horas focada em acompanhamento ambiental, ou seja, como otimizar os diversos KPI’s; e ainda está prevenindo qualquer tipo de inconveniente que possa existir de variação de processo e que tenha possibilidade de impacto ambiental”, explicou Harger.

Além disso, o projeto vai aderir a uma caldeira de biomassa, eliminando a caldeira de carvão, reduzindo em 60% a emissão de gases do efeito estufa. A empresa vai contemplar melhorias, com intervenções em equipamentos específicos da planta, combinando com o aumento da capacidade e modernização operacional.

O diretor-geral relembrou que o propósito da empresa foi revisto quando ela completou 100 anos – hoje, a CMPC tem 102 anos. Refletindo sobre o passado e definindo objetivos para o futuro, o propósito “criar, conviver e conservar” passou a fazer parte da cultura da organização. “O que temos feito é criar essa cultura de propósito, é gestão com o que tem de mais moderno de ESG, de sustentabilidade, e conseguimos simplificar com três palavras que são de fácil memorização, que conduzam as decisões das pessoas no dia a dia”, disse o executivo.

Buscando aplicar o propósito “conviver” com a comunidade local na cidade em que a planta está inserida e na execução do projeto, medidas foram adotas para garantir o cuidado com os moradores e com o ambiente. “Temos elaborado o projeto com muito cuidado, durante toda a execução das obras, tem que ser sustentável desde o início”, contou Harger.

“Determinamos horários específicos para funcionamento da construção; não existirá acesso de caminhões por dentro da cidade, somente o acesso privado, que vem desde a rodovia até a unidade e a obra tem um canteiro de obras fora da unidade industrial”, completou. Além disso, é estimada a geração de aproximadamente 7.500 postos de trabalho durante os 26 meses de execução até que o projeto seja concluído.

O propósito da CMPC foi tomando forma até se tornar ações sólidas, como observou Mauricio. “Quando a gente fala de tratamento de resíduos, tratamento de fluentes, emissões, gestão dos gases, até a gestão ambiental com esse centro de controle ambiental, com tudo isso refletido, bastante é do nosso propósito traduzindo na prática”, diz. “Pode parecer simples, mas no dia a dia tem uma gestão bem complexa para a gente cumprir isso tudo que estamos modelando”, conclui.

Confira na íntegra o Talk Tissue com Mauricio Harger, diretor-geral da CMPC no Brasil:

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