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Preços da celulose devem continuar em alta até junho

A queda dos estoques globais de celulose no fim de 2020 contribui para a recuperação das cotações, segundo o Credit Suisse

De acordo com o Credit Suisse, a queda dos estoques globais de celulose no fim de 2020, reportada na terça-feira, 16, pelo “Pulp and Paper Products Council” (PPPC) contribui para a recuperação dos preços da fibra, que deve continuar pelo menos até junho. Já com relação à fibra curta, segundo o banco, desde agosto, os estoques já diminuíram em 15 dias, para 35 dias em dezembro.

Os analistas Caio Ribeiro, Gabriel Galvão e Gabriel Spillmann acreditam que a celulose de fibra curta deve alcançar um pico de preço no mercado chinês de cerca de US$ 630 a US$ 650 por tonelada em junho, estabilizar-se nos meses seguintes e voltar a ser pressionada pela oferta, com a entrada em operação do projeto Mapa, da Arauco, no quarto trimestre.

Eles ressaltaram que, nos últimos meses, o mercado global de celulose ficou apertado, levando a uma significativa recuperação dos preços, para cerca de US$ 600 por tonelada de fibra curta na China. Em fevereiro, o banco apurou que essa cotação já deve estar em torno de US$ 620 a US$ 630 por tonelada.

A estatística mais recente do PPPC indica que, em dezembro, houve recuo de 5% nos embarques de celulose de todos os tipos, motivada pela diminuição de 9% na fibra curta em relação a igual período de 2019. Essa queda, no entanto, ocorre principalmente à base de comparação elevada. “A questão que permanece é se esse rali [recente dos preços] é sustentável, particularmente se considerada a entrada de oferta entre 2022 e 2023”, escreveram os analistas.

Com relação aos estoques, o PPPC apontou que houve queda de sete dias em dezembro, levando-se em conta a celulose de fibra curta e a de fibra longa, para 35 dias, afetada pela baixa de quatro dias na fibra curta.

 

KLABIN APROVEITA DINÂMICA FAVORÁVEL DE PREÇOS

A Klabin, que vive um forte momento no mercado de celulose, deve continuar em alta pelo menos no primeiro semestre de 2021, segundo o Bradesco BBI. A dinâmica continua favorável à companhia, suportada por uma sólida demanda e um aumento contínuo nos preços.

“Em celulose, um ambiente de oferta restrita deve continuar suportando a alta dos preços, com potenciais novas iniciativas para celulose de fibra curta no curto prazo”, disseram os analistas Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos.

O banco afirma que o mercado de embalagens de papel também está apertado. A demanda aquecida e os estoques baixos devem apoiar aumentos de preços acima da inflação.

O Bradesco BBI manteve a recomendação de outperform para a ação, com preço-alvo de R$ 35.

Fonte
Valor EconômicoMoney Times
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