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Porto de Açu quer atrair fabricantes de celulose ao seu parque industrial

A partir de estudos em parceria com a Embrapa Territorial, pretende-se identificar áreas próximas ao porto destinadas à silvicultura

Localizado ao noroeste do estado do Rio de Janeiro, o Porto de Açu está realizando estudos com a Embrapa Territorial, com o intuito de atrair fabricantes de celulose ao seu parque industrial, ainda em fase de formação.

Pretende-se identificar áreas próximas ao porto destinadas à silvicultura. Até o momento, já foram identificados 290 mil hectares ao norte fluminense com potencial de reflorestamento para suprir políticas públicas de recuperação de áreas verdes e desenvolvimento econômico.

Por outro lado, há a demanda de países europeus por biomassa a partir da madeira, em substituição ao carvão. Tendo em vista que as florestas, principalmente as brasileiras, têm alta capacidade de sequestrar a emissão de gás efeito estufa, a queima da madeira é considerada uma emissão de zero carbono.

O porto vem conversando com companhias de papel e celulose que possam vir a ter interesse em se instalar na área industrial, que ocupa 60 km². Entre os nomes, estão Suzano, Klabin e Eldorado Brasil. Os estudos da Embrapa têm o objetivo de compreender a viabilidade do projeto, e devem levar em torno de quatro meses.

O projeto de industrialização do complexo de Porto de Açu pretende se basear em projetos sustentáveis, de baixa emissão de carbono e geração de energia limpa – mesmo que o porto seja responsável pelo escoamento de 25% das exportações de petróleo e o terceiro maior terminal de minério de ferro.

Em janeiro, foi assinado um memorando de acordo com a Equinor, para avaliação do desenvolvimento de uma unidade de geração solar fotovoltaica. Um mês depois, o acordo foi com a australiana Fortescue, para implantação de uma planta de hidrogênio verde.

Em operação desde 2014, o Porto já demandou investimentos de R$ 18 bilhões e, na próxima década, deve receber aportes de mais R$ 22 bilhões. Criado pelo empresário Eike Batista, o complexo está hoje sob a responsabilidade da Prumo Logística.

Fonte
Estadão
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