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Navigator tem queda nos lucros, mas apresenta recuperação

Empresa afirma que houve “uma melhoria significativa da sua atividade no terceiro trimestre”

A portuguesa The Navigator fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 75,2 milhões de euros, 49% abaixo do mesmo período de 2019. No entanto, a empresa afirma que houve “uma melhoria significativa da sua atividade no terceiro trimestre”, impulsionada pela reabertura das economias e a recuperação progressiva da procura de papel.

Em comunicado enviado à CMVM na terça-feira, 27, a produtora de papel destacou um aumento de 20% no volume de negócios entre o segundo e o terceiro trimestre, para 348 milhões de euros, e uma recuperação de 36% no Ebitda, para 70 milhões de euros. Os lucros somaram 31 milhões de euros entre julho e setembro (+133%).

“A rápida adaptação às alterações de mercado e o consequente esforço comercial, o bom desempenho operacional do negócio de celulose e de tissue, assim como uma rigorosa atuação ao nível dos custos, permitiram registar uma forte geração de fluxo de caixa livre e incrementar de forma significativa os resultados face ao trimestre anterior”, explica a companhia.

No comunicado, a empresa liderada por António Redondo informa, ainda, que o volume de negócios até setembro caiu 18,1%, para 1.044 milhões de euros, com a cotação das vendas de papel em 68%, seguida das de celulose (11%), tissue e energia, ambas com 10%.

CUSTOS FINANCEIROS MELHORAM

O grupo informou que, sob o efeito da Covid-19, o negócio de papel UWF (imprimir e escrever), registrou um volume de vendas de 934 mil toneladas (-14% em termos nominais), com as vendas de celulose e de tissue “compensando parcialmente” essa queda e apresentando aumentos de 39%, para 297 mil toneladas, e de 7%, para 79 mil toneladas, respectivamente.

O Ebitda até setembro teve uma queda nominal de 30%, para 210,5 milhões de euros. “A redução expressiva dos custos de produção variáveis e a forte contenção de custos fixos permitiu atenuar a queda dos preços de venda e a obtenção de uma margem Ebitda/vendas acima de 20% (-3,4 pontos percentuais”, diz a empresa.

Já os custos financeiros até setembro somam 9,1 milhões, o que representa uma melhoria nominal de 2,3 milhões de euros. No que diz respeito à geração de fluxo de caixa livre, o grupo atingiu os 170,4 milhões, com um investimento total de 69,7 milhões (-49%).

As dívidas líquidas tiveram uma redução de 132 milhões de euros, para 644 milhões de euros. A liquidez em caixa foi reforçada para 345 milhões de euros.

Nos destaques da atividade do trimestre, a Navigator destaca o projeto da nova caldeira de biomassa da Figueira da Foz, com arranque de testes em setembro e a expectativa de reduzir as emissões de CO2 da fábrica em 81%.

NÍVEL DE PEDIDOS AUMENTA

Quanto ao futuro, embora persista o risco de uma segunda vaga da situação pandêmica, com uma amplitude e impactos ainda difíceis de estimar, o grupo vem registrando alguns sinais positivos, como um maior dinamismo na entrada de encomendas do mercado europeu nas últimas semanas, que permitem prever que a recuperação do mercado se prolongue no quarto trimestre. O nível de pedidos no início de outubro aumentou, contudo, a entrada de encomendas fora da Europa e dos EUA ainda se encontra num nível ainda muito iniciante, segundo a empresa.

A empresa, que no segundo trimestre teve de parar pela primeira vez na história suas máquinas de papel, agendou, para o último trimestre do ano, alguns dias de parada de manutenção nas fábricas de celulose de Aveiro e Setúbal e nas máquinas de papel de Setúbal.

Fonte
Expresso
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