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Melhoramentos redesenha seu futuro focada em inovação

Com tradição centenária, a companhia é referência na fabricação de pasta mecânica e de alto rendimento

Com 130 anos completados em 2020, a Melhoramentos, companhia que ajudou a imprimir a história do Brasil e a definir o conceito de sustentabilidade, está redesenhando seu futuro. “A Melhoramentos tem um histórico pautado em inovação”, afirmou o CEO Rafael Gibini, à IstoÉ Dinheiro.

Com diversas áreas de atuação, a Melhoramentos tem o ramo de papel e celulose entre os seus principais focos. “Nossas fazendas têm um ativo biológico que é a madeira”, diz. Segundo o executivo, desde a venda da divisão de papel higiênico Softys para um grupo chileno, em 2009, a empresa entrou em um período de estabilidade.

Esse cenário começou a mudar há cerca de dois anos, quando os controladores decidiram criar um conselho independente composto por profissionais do mercado. Gibini iniciou sua carreira na Suzano, uma das líderes do setor de papel e celulose no país e, hoje, tem entre seus desafios aprimorar o negócio de fibras que a organização mantém em sua divisão florestal.

Com tradição centenária, a Melhoramentos é referência na fabricação de pasta mecânica e de alto rendimento, o que lhe rendeu prêmio nesta categoria no Destaques do Setor da ABTCP em 2020. De acordo com o diretor de Fibras da companhia, Thomas Meyer, o olhar visionário e relacional da Melhoramentos reflete o anseio em direção aos avanços tecnológicos, às demandas do mercado e de seus clientes. “É o que vem mantendo a Melhoramentos como uma das poucas empresas centenárias do país”, ressaltou, em entrevista à Revista O Papel.

Em 2020, a Melhoramentos teve outra conquista relevante: a entrega do Projeto Claryum para a fábrica de fibras de alto rendimento, em parceria com a Andritz, o que representa um investimento expressivo em tecnologia de ponta. “Investimos em um novo e moderno sistema de branqueamento com baixo consumo químicos, desaguamento e estação de tratamento de efluentes”, conta Meyer. O projeto aumentou a capacidade produtiva da unidade para 90 mil toneladas anuais.

Além de um parque atualizado com tecnologia de última geração, a empresa possui uma base florestal que a mantém autossuficiente em suprimento de madeira. O destaque vai para a certificação FSC em todos os processos. “Juntos, esses elementos competitivos nos deram a oportunidade de lançar um produto ao mercado, batizado com o mesmo nome do projeto, de alvura regular e superior (> ou = a 80% ISO) e de expressivo ganho operacional”, enfatiza Thomas.

Para ele, “ouvir e entender nossos clientes e o mercado é o que nos move e nos permite avançar a uma fibra cada dia mais adequada à realidade de cada cliente”. Além disso, é fundamental entender que cada planta é única e tem necessidades específicas. “Portanto, fazemos o possível para entregar uma fibra que se adapte ao produto final, para que seja mais do que uma matéria-prima, seja um aditivo em prol de melhorias dos produtos dos nossos clientes”, completa.

Meyer aponta que a Melhoramentos tem evoluído em diferentes nichos do setor de papel, devido à flexibilidade da fábrica para com as necessidades dos clientes e à produção de fibras personalizadas a cada consumidor, aliadas à alvura regular e superior adquirida com a nova torre de branqueamento. “Também contamos com a melhoria do desempenho do produto final (no cliente) por meio da capacidade de velocidade de absorção. Outro destaque fica por conta do bulk alcançado, já que é possível produzir a mesma área de papel com menos matéria-prima, permitindo a redução na gramatura da folha”, pontua.

 

Para o diretor de Fibras da Melhoramentos, o processo para obtenção das fibras exige um olhar amplo. “Para chegarmos ao escopo final, é necessário entender sua viabilidade no início da operação, o que desencadeia uma série de processos até obtermos a fibra pronta no pátio. Muita dedicação em benchmarking, capacitação profissional, obras, engenharia, estudos de impactos no meio ambiente, nas comunidades e em nossas pessoas foram necessários até a entrega da nova planta e do novo produto. Foram diversos os projetos para compor o macro e todos extremamente relevantes para o sucesso do Claryum”, pondera.

Na visão de Meyer, é importante segmentar as tendências do mercado, mas “mais importante ainda é acompanhar as dinâmicas do setor”. “Seja pelo avanço tecnológico, seja pelas mudanças do mercado ou da economia, é fundamental direcionar um olhar atento em busca de melhorias e novos desenvolvimentos para um diferencial competitivo”, observa. Exemplo disso é justamente o projeto Claryum, que teve bons resultados em um ano “atípico e desafiador”. “Diversos comportamentos de consumo mudaram, o que resulta em uma real necessidade de acompanharmos essas demandas, que muitas vezes requerem investimentos”, encerra.

Fonte
IstoÉ DinheiroRevista O Papel
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