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Maurício Harger faz balanço de 2020 e lança projeto de fomento florestal

Diretor geral da CMPC falou das conquistas alcançadas no ano passado e também revelou duas novas iniciativas para 2021

Na manhã desta quinta-feira, 21, o diretor geral da CMPC no Brasil, Maurício Harger, participou de um evento on-line com jornalistas para comentar as ações da companhia em 2020 e também os planos para 2021. O diretor de relações institucionais, comunicação e sustentabilidade da CMPC, Daniel Ramos, também esteve presente na reunião.

Harger iniciou sua fala afirmando que 2020 foi um ano desafiador, mas no qual a empresa alcançou importantes feitos. “Fechamos o ano de 2020 com operação em 71 municípios do Rio Grande do Sul, isso somando toda a parte industrial, logística e hortos florestais. No total, temos mais de 900 hortos florestais, fechamos o ano com 467 mil hectares, 192 mil de área preservada”, pontuou, salientando que a CMPC fechou o ano com boa arrecadação de tributos. “Em torno de R$ 380 milhões recolhidos nas diversas esferas, estaduais, municipais e federais”.

Ele destacou ainda a postura da organização com relação aos seus colaboradores diante da pandemia. “Em termos de operação, mantivemos os empregos – 6,6 mil empregos diretos e indiretos –, o que acaba impactando 45 mil pessoas no RS”. O desempenho operacional, na visão do diretor, também foi positivo. “Fechamos com 1,87 milhões de toneladas de celulose, mais 52 mil toneladas de papel, um recorde de produção”.

Outra menção do executivo foi a Parada Geral da CMPC. “No mês de março, nós suspendemos a PG sem data definida, fizemos uma revisão e vimos que não poderíamos passar do mês de julho. Foi um grande desafio porque nós tínhamos que trazer 2.400 pessoas, mais de 90 empresas de fora do RS, então havia preocupação, porque, naquele momento, as ocupações dos hospitais e clínicas eram bastante altas e não queríamos criar um problema maior ainda para o sistema de saúde público”, relembrou.

Assim, foi criado um plano de ação para realizar a parada para manutenção. “Criamos um protocolo bastante robusto, foi a primeira grande parada do setor durante a pandemia, que acabou virando uma referência em termos de execução. Conseguimos fazê-la em período recorde, com muita excelência e número de saúde impecável”, declarou.

Maurício ainda enfatizou os contínuos investimentos em inovação e tecnologia. “Continuamos investindo em Indústria 4.0, inauguramos no final do ano a nossa sala de 4.0 de inovação, que é focada em processos e informações com o objetivo de melhorar nossa agilidade e precisão”.

A companhia ainda investiu fortemente em ações sociais, destinando R$ 20 milhões para esse fim. “Investimos R$ 9 milhões no Instituto CMPC e fizemos grandes doações – algo que supera 4,5 milhões de máscaras produzidas pela CMPC e nossa unidade da Softys”, observou.

 

PROJETOS PARA 2021

Além de continuar atuando com o Instituto CMPC, Harger citou duas novas iniciativas da companhia para 2021. “Uma delas a gente chama de Valor Local, que é um fundo de desenvolvimento local para projetos. Queremos distribuir pelo menos 20 iniciativas de desenvolvimento local, fazer uma espécie de concurso, onde as iniciativas se cadastram, competem e mostram seu potencial. Vamos ter um edital onde vamos distribuir pelo menos uma soma de R$ 200 mil, distribuídos em 20 projetos”, explicou.

Para o executivo, “isso deve gerar um estímulo importante para a economia, empreendedorismo local e ganhar um círculo virtuoso de gerar renda. “Esperamos contribuir bastante com esse fundo”, disse. A inicativa deve ser lançada oficialmente nos próximos dias.

Maurício ainda falou do lançamento de uma outra iniciativa, que deve ocorrer em breve, o Projeto RS+ Renda. “É um novo programa de fomento florestal, algo que nesse formato tem muitos anos que a companhia não atua. O objetivo é a gente ter um programa florestal como um negócio bastante inclusivo e democrático, que impulsione o crescimento de renda do pequeno e médio produtor rural. Existe uma tendência onde as pequenas produtividades rurais que têm uma mescla de produções na sua propriedade têm uma sustentabilidade muito maior, uma produtividade da terra”, descreveu. Essa mescla, segundo ele, seria a propriedade ter “um pouco de produção agrícola, de gado e uma floresta junto, eucalipto, por exemplo”. “Assim, seu sistema agroflorestal acaba gerando muita riqueza para o solo, além de contribuir para renda”, completou.

Para o Rio Grande do Sul, esta seria “uma modernização econômica e a bioeconomia é uma alternativa moderna e sustentável”. “Vamos ter valor compartilhado, ou seja, vamos atuar naquelas regiões onde tem os pequenos produtores rurais. Para o planeta, essas florestas plantadas têm uma contribuição global no quesito de matérias-primas renováveis e biodegradáveis, ainda contribuem muito para redução das mudanças climáticas. A silvicultura não desmata, ela usa na sua grande maioria áreas degradadas”, defendeu.

As ações sociais também devem continuar em pauta neste ano, recebendo investimentos da ordem de R$ 11,5 milhões. “Queremos unir e estimular as orlas aqui na cidade de Guaíba; queremos fazer uma programação se a pandemia permitir, de iniciativas de esporte, cultura, usando essa nova estrutura, que terá espaço de areia grande, quadras de esporte ao ar livre…”, revelou.

MERCADOS DE CELULOSE E TISSUE

O Portal Tissue Online perguntou a Maurício quais são suas expectativas para o mercado de celulose em 2021. “O que eu posso comentar é que a matéria-prima celulose continua com a demanda robusta. No meu entendimento, ela seguirá crescendo acima do crescimento global do PIB ou muito alinhado com, por conta dessa tendência de materiais renováveis, recicláveis e biodegradáveis”, respondeu o executivo.

Com relação a tissue, Harger também vê uma tendência positiva. “Eu continuo vendo como uma tendência de logo prazo. O tissue tem um  grande crescimento, as famílias têm usado mais papel, lenço, guardanapo, fralda, então, acho que tem uma tendência superpositiva nessa linha de produtos”, analisou, dando destaque também a outro segmento de papel. “Acho válido destacar a parte de embalagem; o e-commerce cresceu muito e isso demanda embalagem para o despacho, então toda a parte que a gente chama de biopackage também terá um destaque importante. O e-commerce veio para ficar”, concluiu.

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Um Comentário

  1. Só uma parte da entrevista “mantivemos os empregos” que não é verdadeira, pois fui demitido em maio de 2020 e até o momento não consegui recolocação.

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