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Manter marca favorita exige sacrifício de clientes no básico

O processo de troca de marcas caras pelas baratas em momentos de aperto acontece de modo diferente entre cada categoria de produto.

CONSUMO

Os consumidores economizam em alguns itens básicos para poder consumir suas marcas favoritas, diz Sérgio Messias, diretor de inteligência de mercado da consultoria britânica Dunnhumby.

“Eles preferem economizar em itens do dia a dia, como arroz e farinha, e fazem o possível para manter o consumo de itens para ocasiões especiais, como cervejas.”

Em pesquisa da empresa com 700 consumidores e divulgada em setembro de 2015, ela verificou que 38% já buscavam produtos de limpeza mais baratos, enquanto 13% fizeram trocas na cerveja.

TUDO EM CASA

 

O mesmo comportamento aparece no segmento de beleza, segundo Fred Heimbeck, diretor de inteligência de mercado da P&G.

“As pessoas estão deixando de ir tanto a salões de beleza, mas compensam isso buscando produtos de cuidados com os cabelos de maior qualidade”, diz Heimbeck.

Segundo o executivo, a participação nas vendas das marcas que a empresa considera premium foi de 78% para 82% nos últimos 12 meses.

AJUDINHA

Algumas empresas tentam deixar o luxo mais acessível com produtos em embalagens ou versões diferentes.

O faturamento com as marcas premium passou de 5% para 10% do total das vendas desde 2010. Segundo o executivo, elas seguem crescendo, mesmo na crise.

Outra companhia que aposta no premium, mas busca torná-lo mais acessível, é a Kimberly-Clark.

A empresa trouxe ao mercado neste ano versões até 25% mais baratas de produtos que havia lançado nos últimos anos: lenço umedecido Neve e roupa íntima descartável da linha Plenitud.

“Ainda são produtos premium, mas um pouco mais acessíveis. Fizemos isso para entrarem no mercado mais rapidamente”, afirmou Fernanda Hermanny, diretora da empresa.

Folha