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Lucro da Navigator cresce 8% em 2018

Os lucros da Navigator aumentaram 8% para os 225 milhões de euros em 2018, ano em que a subida dos preços compensou as paragens da produção.

Os lucros da papeleira Navigator aumentaram 8% em 2018 para os 225,1 milhões de euros. A empresa liderada por Diogo da Silveira – que vai abandonar o cargo – viu o seu volume de negócios crescer 3,3% para os 1,69 mil milhões de euros, segundo o comunicado emitido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quarta-feira, 13 de fevereiro.

Os lucros de 2018 ficam acima dos 207,8 milhões de euros registados em 2017 e dos 217,5 milhões de euros de 2016.

“Com vendas de 1.248 milhões de euros, o segmento de papel representou 74% do volume de negócios, a energia 10% (173 milhões), a pasta também cerca de 10% (167 milhões), e o negócio de tissue 5% (91 milhões)”, detalha a empresa. A papeleira beneficiou da “evolução favorável dos preços do papel UWF, pasta BEKP e Tissue”, o que compensou a menor produção devido às paragens.

“As restrições à produção condicionaram fortemente a disponibilidade de pasta para venda ao longo do ano, em particular nos primeiros nove meses de 2018”, nota a empresa. Em causa estão paragens na fábrica da Figueira da Foz, na linha de pasta de Setúbal e ainda o impacto do furacão Leslie.

Os constrangimentos do lado da produção resultaram numa diminuição em volume das vendas. “As vendas da Navigator no ano de 2018 situaram-se em 253 mil toneladas, 18,5% abaixo do volume registado em 2017”, assinala a papeleira.

Mas a “diminuição do volume foi totalmente compensada pelo aumento do preço de venda”, o que se ficou a dever às condições do mercado. Segundo a Navigator, os preços aumentaram 21% no índice de referência.

A empresa vendeu papel em mais de 130 países, ainda que o seu principal mercado continue a ser o europeu. “Na prossecução do objetivo de diversificar clientes e geografias”, a empresa canalizou “mais de 40% das suas vendas para os mercados fora da Europa em 2018, nas quais o segmento premium representou 49% das vendas”.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) situou-se em 455,2 milhões de euros, mais 12,7% em comparação com os 403,8 milhões de euros registados em 2017. Os custos de produção aumentaram assim como os custos fixos. O destaque vai para a evolução dos gastos com salários que aumentaram 9,2 milhões de euros. Tal deve-se “ao aumento de estimativa dos prémios de desempenho em virtude do reconhecimento dos bons resultados registados pelo Grupo, ao incremento do número de colaboradores com o novo projeto de Tissue em Cacia e ao programa de rejuvenescimento em curso”.

Os resultados financeiros situaram-se em 22,5 milhões de euros negativos, o que compara com 7,7 milhões negativos em 2017. A dívida líquida baixou dez milhões de euros para os 683 milhões de euros. Os dividendos pagos no ano passado ascenderam aos 200 milhões de euros. A empresa não revelou a proposta de remuneração aos acionistas que pretende levar à assembleia geral de 9 de abril.

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