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Klabin espera ter desempenho melhor no segundo trimestre

Executivos da companhia afirmaram que a companhia mantém previsão de investimento de R$ 900 milhões neste ano

A Klabin espera um segundo trimestre com desempenho melhor que os três primeiros meses do ano, quando elevou suas vendas em 8% sobre o ano anterior, impulsionada por demanda por papéis para embalagens, desvalorização do real ante o dólar e chances de reajuste no preço de celulose.

Executivos da companhia afirmaram em teleconferência na última semana que a Klabin mantém previsão de investimento de R$ 900 milhões neste ano e que o projeto de expansão de produção de papel no Paraná, Puma 2, também mantém expectativa de investimento de R$ 3,8 bilhões.

“Acreditamos que a forte expedição de embalagens deve se manter no segundo trimestre, quanto à celulose esperamos reação tímida de preço, e com desvalorização (do real) esperamos ainda melhores resultados no segundo trimestre em relação ao primeiro”, disse o diretor geral da Klabin, Cristiano Teixeira, durante teleconferência com analistas do setor.

No primeiro trimestre, a Klabin apurou um prejuízo líquido de R$ 3,1 bilhões, praticamente devido ao impacto da desvalorização cambial, porém, o diretor financeiro da companhia, Marcos Paulo Conde Ivo, afirmou que no longo prazo, este movimento do câmbio será benéfico ao grupo que exporta a maior parte de sua produção.

Segundo Ivo, “se o câmbio ficar em 5 (reais por dólar) meu pico de alavancagem será menor do que o que tínhamos previsto e nossa desalavacagem será mais rápida”. Ele lembrou que a Klabin tem liquidez de quase R$ 10 bilhões e compromissos de dívida de cerca de R$ 3 bilhões de até 2022.

Ainda de acordo com o executivo, em nenhum cenário de estresse testado pela Klabin, a companhia demonstrou “risco de liquidez e, portanto, não há necessidade neste momento de nenhum plano de contingência”.

A companhia mantém expectativa de um custo de produção de celulose em 2020 no mesmo nível de 2019 e não está vendo motivos para deixar para uma segunda etapa a implantação da segunda máquina de produção de papel de Puma 2, disseram executivos da Klabin.

Segundo eles, a demanda por papel no Brasil cresceu nos últimos meses por causa das medidas de confinamento da população, que passou a comprar mais mantimentos para permanecerem em casa. Este movimento teria compensado a queda na demanda por embalagens de bens duráveis, como eletrodomésticos.

A demanda por papel, segundo os executivos da Klabin, em abril e maio está nos mesmos níveis dos registrados no ano passado.

E depois da aplicação do reajuste de 20 dólares por tonelada no preço da celulose vendida à China, anunciado em fevereiro, executivos da Klabin avaliam que há espaço para a empresa buscar um incremento adicional de 10 dólares em maio, se equiparando a anúncios anteriores feitos por rivais.


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