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Klabin aposta no fim do pagamento de royalties

fabrica klabin

Direção da companhia está confiante na incorporação da Sogemar pela empresa de papel e celulose

A direção da Klabin está confiante na incorporação da Sogemar pela empresa de papel e celulose, que resultará na extinção do pagamento de royalties por uso da marca a controladores.

Em teleconferência sobre os resultados no segundo trimestre, o diretor-geral da companhia, Cristiano Teixeira, disse que a administração vê muito valor na operação na forma como ela está apresentada e que a documentação produzida para a nova proposta deve ser vista de forma positiva por todos os acionistas da empresa.

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“Essa proposta é produto de avaliação de gente independente, de muito bom nível, todos reconhecidos na área em que atuam. Houve liberdade de levantar toda a documentação necessária, inclusive buscando pareceres de pessoas que não tinham rotina com a Klabin, e a oportunidade de chamar executivos importantes de empresas que passaram por processos relativamente parecidos para que o depoimento fosse colocado na documentação a ser avaliada”, comentou.

O executivo agradeceu, publicamente, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o qual considera “peça fundamental nessa proposta de criação de um ambiente para debate e levantamento de documentos. “Essa intenção desse acionista específico é reconhecida por nós de grande valor”, completou.

A nova proposta avalia a marca em R$ 367 milhões. “A documentação pronta fará com que façamos, de forma digital, roadshows com os mais importantes acionistas da companhia, demonstrando a criação de valor e a importância pela qual a gente pede apoio na eventual assembleia”, declarou. A assembleia deve ocorrer em outubro.

Com relação à governança da empresa, Teixeira falou que não se pode “abrir mão” de um membro da Klabin no conselho. “A visão de um Klabin no mercado de papel e celulose tem que ser privilegiada sempre”. Para ele, a companhia tem conseguido equilibrar, cada vez mais, a visão estratégia e visões complementares em seu conselho. Além disso, mencionou a recente formalização da política de dividendos e endividamento como um avanço na governança corporativa.

No entanto, Teixeira falou que a migração para o Novo Mercado da B3 não está em sua agenda. “O que está na minha agenda é uma agenda de criação de valor. Não seria maluco de dizer que o Novo Mercado não cria valor, mas vai acontecer quando tiver que acontecer”, explicou.

Quanto à criação de valor para a companhia com base nos critérios ESG (em inglês: ambiental, social e de governança corporativa), Teixeira declarou que práticas de sustentabilidade figuram no segmento há décadas, mas é preciso tratar de questões referentes à regulamentação do setor, como a precificação do carbono. “A precificação do carbono tem benefícios econômicos para ser considerados no ‘valuation’. O que precisa é a regulamentação e aí entra discussão entre governos e posicionamentos institucionais e do que depender do nosso setor, vai ter apoio. Assim, isso vai ser traduzido em valor para as empresas quando passar do discurso”, afirmou, acrescentando que, hoje, a Klabin não vende créditos de carbono, mas, a partir da regulamentação, estará pronta para fazê-lo.

Fonte: Valor Econômico

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