Kimberly-Clark registra crescimento operacional em 2025 e projeta avanço dos resultados
Desempenho trimestral e anual destaca ganhos de produtividade, eficiência operacional e a continuidade da reorientação estratégica da companhia
A Kimberly-Clark divulgou os resultados financeiros do quarto trimestre e do ano completo de 2025, registrando evolução na rentabilidade e melhoria da eficiência operacional, em linha com a estratégia de transformação do portfólio e o foco em disciplina de custos.
No quarto trimestre de 2025, as vendas líquidas somaram US$ 4,1 bilhões, com crescimento orgânico de 2,1%, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,0% no volume e no mix de produtos. A margem bruta atingiu 35,9%, enquanto a margem bruta ajustada foi de 37,0%, mantendo-se em patamar semelhante ao do mesmo período do ano anterior.
A utilidade operacional ajustada no trimestre totalizou US$ 629 milhões, alta de 13,1% na comparação anual, refletindo ganhos de produtividade, controle de custos e maior eficiência nas despesas operacionais. O lucro por ação ajustado foi de US$ 1,86, crescimento de 24% frente ao quarto trimestre de 2024.
No acumulado de 2025, a companhia registrou US$ 16,4 bilhões em vendas líquidas. Apesar dos impactos de desinvestimentos e da variação cambial, as vendas orgânicas avançaram 1,7%, sustentadas por um aumento de 2,5% no volume, indicador relevante para mercados de alto consumo, como o de tissue.
A utilidade operacional ajustada anual alcançou US$ 2,7 bilhões, enquanto o lucro por ação ajustado foi de US$ 7,53, alta de 3,2% em relação a 2024, reforçando a consistência da geração de resultados.
Na América do Norte, mercado estratégico para o negócio de tissue, as vendas anuais somaram US$ 10,8 bilhões, com crescimento orgânico de 1,8% e elevação de 2,6% no volume. A companhia também registrou avanço de participação de mercado em valor e volume ao longo do ano.
Em termos de geração de caixa, a Kimberly-Clark produziu US$ 2,8 bilhões em caixa operacional em 2025 e retornou US$ 1,8 bilhão aos acionistas, por meio de dividendos e recompra de ações. A dívida total encerrou o período em US$ 7,2 bilhões.
Para 2026, a companhia projeta que o crescimento orgânico de vendas fique em linha ou acima da média de suas categorias, estimada em cerca de 2%, e espera crescimento de dois dígitos no lucro por ação ajustado, apoiado por eficiência operacional contínua, estabilidade financeira e avanço da reorientação estratégica do portfólio.
















