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Kimberly-Clark quer metade dos cargos de liderança assumidos por mulheres

Mirando a equidade de gênero, a K-C Brasil chegou à marca de 41% de mulheres na chefia em 2020 e concluiu o ano com sua primeira presidente no país

Avançando em sua meta de equidade de gênero na liderança, a Kimberly-Clark no Brasil chegou à marca de 41% de mulheres na chefia em 2020 e concluiu o ano com sua primeira presidente no país, Andrea Rolim.

Há cinco anos, a empresa vem investindo em políticas e treinamentos contra vieses para ampliar a representatividade. Hoje, é regra que todas as vagas para cargos gerenciais tenham uma mulher na lista final de candidatos.

Para a diretora de Recursos Humanos da K-C, Alessandra Morrison, ficou para trás o tempo em que a mulher precisava imitar os comportamentos masculinos para demonstrar que também tinha espaço na liderança. “Muitos anos atrás, as referências que tínhamos eram masculinizadas e repetindo os mesmos padrões. Você precisava ser dura e ‘workaholic’. E existia a ideia de que você precisava abrir mão de ter uma vida mais completa para ascender na carreira. Era uma escolha entre o sucesso ou a família”, conta.

A companha, contrariando a ideia de que as mulheres tenham que se encaixar no molde corporativo, adaptou suas polícias a fim de acomodar melhor todas as funções exercidas por elas – que sentem mais o peso das responsabilidades, ainda que sejam divididas com seus parceiros. “E isso resulta não só em líderes melhores, mas em colaboradores melhores, mulheres ou homens”, defende a executiva.

Em 2017, a fornecedora possuía 17% de mulheres na liderança em todo o mundo. À época, firmou o compromisso de dobrar esse número em uma década. O objetivo foi atingido antes do tempo previsto e, agora, a K-C mira a equidade e quer metade dos cargos de chefia assumidos por mulheres. “A agenda no Brasil é robusta. E acompanhamos de perto se está sendo seguida ou não. Entre todas as políticas e práticas, queremos que aqui seja um bom lugar para trabalhar”, ressalta Morisson.

PROGRAMA ACELEROU CONTRATAÇÕES

A Kimberly-Clark no Brasil acelerou as contratações femininas no ano passado com o novo programa Woman in Leadership (WIL).

Por meio da iniciativa, foi feito um mapeamento de lideranças femininas com potencial e criado um banco de talentos. A equipe de recrutamento conseguiu mapear 250 executivas com cargos de diretoras, vice-presidentes e presidentes, e delas, 110 foram selecionadas para integrar o banco de dados. A base ainda dispõe de 370 profissionais para ocupar posições de especialistas e gerentes.

Resultado: de todas as contratações para cargos de liderança em 2020, 50% das vagas foram assumidas por mulheres.  “Nós diminuímos muito o tempo para fechar as vagas. Para quem está aqui dentro, também temos feito programa para ajudá-las a evoluir na carreira com mentoria”, comenta a diretora.

AÇÕES PRÓ-MATERNIDADE

Além de medidas para contribuir para o avanço da carreira de mães, a multinacional também quis apoiar as colaboradoras durante e após a gestação. “Damos todo o apoio para o período de gestação, ajudando a fazer escolher do parto, como se preparar e, antes da pandemia, havia o programa de viagens para mães que amamentam”, afirma a RH.

O programa permitia que as mães levassem um acompanhante com custos pagos pela empresa para cuidar do filho e elas pudessem amamentar. No momento, a ação está inativa por conta da suspensão de viagens na pandemia.

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