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J.P. Morgan sobe em 23% o preço-alvo para ações da Suzano

Banco tem a fabricante brasileira como seu investimento preferido no segmento de papel e celulose na América Latina

O J.P. Morgan elevou, em 23% o preço-alvo para as ações da Suzano, a R$ 74 no fim de 2021, o que implica valor de mercado de R$ 100 bilhões. A prospecção do banco se deu considerando a forte recuperação dos preços da celulose nos últimos meses e um provável anúncio de novo ciclo de crescimento pela companhia.

Com isso, o banco manteve recomendação de compra (“overweight”) e tem a fabricante brasileira como seu investimento preferido no segmento de papel e celulose na América Latina.

Em relatório emitido no final da última semana, os analistas Mario Farid, Rodolfo Angele e Lucas F. Yang melhoraram as estimativas para o Ebtida ajustado (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa neste ano, a R$ 22,5 bilhões, o que inclui um avanço de cerca de 50% com relação ao resultado projetado para 2020 (R$ 14,8 bilhões).

Considerando a melhora esperada para os resultados, os analistas acreditam que a empresa terá preparado o balanço financeiro para o novo ciclo de expansão. A estimativa é de que a alavancagem financeira seja reduzida em 2,5 vezes, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses no fim deste ano, suportando o investimento na construção de uma nova fábrica de celulose, em Ribas do Rio Pardo (MS).

 

“Apesar de nossa visão mais cautelosa para o ciclo de preço da celulose em 2022 e 2023, a história de crescimento da Suzano deve ser suficiente para compensar a pressão na linha superior”, declararam. No novo preço-alvo, está embutido múltiplo de valor de mercado sobre Ebitda de 7 vezes a 7,5 vezes entre 2021 e 2022, avaliado como justo pelos analistas.

O banco calcula que o projeto de Ribas do Rio Pardo deva acrescentar R$ 14 bilhões em valor presente líquido à Suzano, ainda não incluso na sua estimativa de preço-alvo. O anúncio formal do projeto deve acontecer neste ano. “Com 2021 parecendo ser um ano forte em termos de preços de celulose, o balanço da Suzano provavelmente estará em boa posição para a nova fase de crescimento”, comentam os especialistas, no relatório.

Os analistas ressaltam, também, que as cotações da celulose seguem em alta na China, sustentadas por menor produção na América do Norte e na Europa, baixos estoques, aumento dos custos logísticos e melhora da confiança. Um cenário que poderia pressionar as margens é a valorização do real frente ao dólar, o que representa um risco ao contexto traçado pelo banco.

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