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Governo e indústria discutem medidas para reduzir o uso de energia

O debate acontece em meio a uma crise hídrica histórica que vem pressionando o sistema de geração do Brasil, fortemente dependente de hidrelétricas

Na última semana, o Ministério de Minas e Energia se reuniu com representantes de segmentos da indústria para discutir medidas que poderiam ser implementadas visando à redução voluntária da demanda por parte de empresas que fazem grande uso de eletricidade.

O debate acontece em meio a uma crise hídrica histórica que vem pressionando o sistema de geração do Brasil, fortemente dependente de hidrelétricas.

Em nota, a pasta afirmou que irá liderar esforços em busca de “soluções emergenciais e estruturais” para essas ações, chamadas por técnicos do setor como “resposta da demanda”.

Na reunião, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) propôs a “elaboração de um plano de ação com propostas que possam contribuir para a capacidade de resposta da indústria e para aumentar as ações de eficiência energética”, de acordo com o ministério.

A Abrace (Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), por sua vez, “destacou a importância de se buscar mecanismos voluntários” para que o segmento reduza sua demanda, “sem afetar a competitividade”.

Desde 2018, o Brasil tenta emplacar um programa piloto de resposta da demanda que beneficiaria as indústrias com pagamentos em dinheiro em troca de uma redução do consumo em alguns momentos do dia, com o desligamento de máquinas, por exemplo.

No entanto, até o momento, a iniciativa piloto, lançada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), teve baixa adesão de empresas devido a problemas no mercado de curto prazo de energia, que viabilizaria os pagamentos.

No final do ano passado, o governo chegou a tentar ampliar a aderência da indústria ao programa, já em meio a chuvas fracas na região das hidrelétricas. Agora, a ideia agora deverá ser retomada.

Fonte
Reuters
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