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Gestão de custos desafia indústria tissue a investir em eficiência para preservar competitividade

Alta de insumos, energia e logística impulsiona estratégias para reduzir desperdícios, elevar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade dos negócios

A alta dos custos com celulose, energia elétrica, logística, embalagens e mão de obra tem levado a indústria de papéis tissue, segmento responsável pela fabricação de produtos como papel higiênico, papel toalha, guardanapos e lenços de papel a intensificar investimentos em eficiência operacional e gestão de custos. Em um mercado altamente competitivo, no qual nem sempre é possível repassar integralmente os aumentos ao consumidor, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade tornou-se uma estratégia essencial para preservar margens e garantir a sustentabilidade dos negócios.

Esse movimento acompanha uma tendência observada em toda a indústria brasileira. Segundo a pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 56% das empresas industriais pretendem investir em 2026. O levantamento mostra que a busca por maior produtividade, modernização dos processos e aumento da competitividade permanece entre as prioridades do setor, mesmo em um cenário de custos pressionados.

Segundo Marli Dias, diretora geral da Anin Papéis, a gestão de custos precisa ser tratada de forma integrada, considerando toda a cadeia produtiva e não apenas a redução de despesas.

“A gestão de custos hoje vai muito além de cortar gastos. Ela passa pela eficiência dos processos, pelo uso inteligente de tecnologia, pelo controle de desperdícios e por decisões estratégicas que garantam competitividade sem comprometer a qualidade do produto. Na indústria tissue, pequenas melhorias operacionais podem gerar impactos significativos nos resultados”.

EFICIÊNCIA OPERACIONAL REDUZ DESPERDÍCIOS

Entre as principais oportunidades para o setor está a otimização dos processos produtivos. A automação industrial, o monitoramento em tempo real dos indicadores de produção, a manutenção preventiva dos equipamentos e a melhoria do aproveitamento da matéria-prima contribuem diretamente para reduzir perdas e elevar a produtividade.

Outro ponto de atenção é o consumo energético, um dos principais componentes do custo de fabricação de papéis tissue. Investimentos em equipamentos mais eficientes e na modernização das plantas industriais têm se mostrado importantes para minimizar impactos financeiros no médio e longo prazo.

 

Para Marli, empresas que conseguem transformar eficiência em cultura organizacional tendem a responder melhor às oscilações do mercado.

“Não existe uma solução única para reduzir custos. O resultado vem da soma de diversas iniciativas: processos mais enxutos, investimentos bem planejados, capacitação das equipes e acompanhamento constante dos indicadores. Essa visão permite tomar decisões mais rápidas e aproveitar oportunidades mesmo em momentos de maior volatilidade”.

PLANEJAMENTO E INOVAÇÃO FORTALECEM A COMPETITIVIDADE

Além dos desafios operacionais, o setor também acompanha mudanças regulatórias, pressões ambientais e a necessidade crescente de oferecer produtos competitivos sem abrir mão da qualidade e da sustentabilidade.

Nesse contexto, especialistas apontam que o planejamento financeiro aliado à inovação será um dos principais diferenciais da indústria tissue nos próximos anos. Empresas que investem em tecnologia, melhoria contínua e gestão baseada em dados tendem a construir operações mais resilientes e preparadas para enfrentar oscilações econômicas.

Em sua avaliação, Marli afirma que o equilíbrio entre produtividade, inovação e controle de custos será determinante para o futuro do setor.

“O mercado continuará exigindo eficiência em todos os processos. As empresas que conseguirem integrar inovação, planejamento e gestão de custos estarão mais preparadas para preservar sua competitividade, ampliar a capacidade de investimento e crescer de forma consistente, mesmo em cenários econômicos desafiadores”, conclui.

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