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Fibria vai captar pelo menos US$ 400 milhões

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A Fibria, maior fabricante mundial de celulose de eucalipto, está prestes a fechar a captação de pelo menos US$ 400 milhões, por meio de empréstimo sindicalizado, com o objetivo de pagar antecipadamente dívidas mais caras. A operação, que ainda está em andamento e deve ser finalizada na primeira quinzena de dezembro, poderá chegar a US$ 500 milhões, informou o gerente-geral de tesouraria da empresa, Marcelo Habibe. “Já temos seis bancos que vão entrar, o que nos garante ao menos US$ 400 milhões”, afirmou.

A operação é coordenada pelos bancos franceses BNP Paribas e Natixis e deverá resultar em economia anual à Fibria de US$ 6 milhões a US$ 7 milhões referente a juros que deixarão de ser pagos.

O empréstimo será firmado em três etapas, com prazos e custos distintos. A primeira terá quatro anos médios de amortização e taxa equivalente a Libor mais 130 pontos-base. A segunda terá cinco anos, com Libor mais 140 pontos-base e a terceira, de seis anos, Libor mais 155 pontos-base. Conforme Habibe, o momento mostra-se favorável à operação de troca de dívida, pois há grande apetite dos bancos, diante do pequeno número de operações em curso, e pelo fato de Japão e Europa estarem oferecerem taxas consideradas baixas.

“Também encontramos um ambiente muito favorável à Fibria por parte dos bancos, que já a precificam como ‘full investment grade’ [grau de investimento pelas três agências de classificação de risco]”, disse Habibe. “Vamos utilizar a totalidade dos recursos para recomprar dívidas mais caras”, reiterou. Em reuniões realizadas em São Paulo e Nova York na última semana para apresentar a operação, a Fibria reuniu mais de 30 bancos, segundo o executivo.

Valor Economico