fbpx




Banner Animado Valfilm Portal Tissue Online
Banner Incape Portal Tissue Online

Celulose Notícias

Fibria produz energia renovável para abastecer suas fábricas

Fábricas de celulose da Fibria são autossuficientes em energia.
Empresa produz toda a energia que consome e comercializa excedente.

FOTO: FABIANO ACCORSI

FOTO: FABIANO ACCORSI

A Fibria, que abastece sozinha mais de 26% da demanda mundial de celulose de fibra curta, onde se encaixa a celulose de eucalipto, também produz energia elétrica a partir da queima de resíduos em suas caldeiras. Esses resíduos incluem o licor de cozimento da madeira, cascas e galhos finos de eucalipto, entre outros. Graças a esse reaproveitamento, a empresa faz parte de um pequeno grupo de 2% das indústrias brasileiras que são autossuficientes na geração deste insumo, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Além de gerar toda a energia que consome no seu processo industrial, a Fibria fornece o excedente para o sistema elétrico nacional. Considerando todas as suas unidades industriais, localizadas no Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a empresa produz um excedente médio de 70 MWh, capaz de abastecer o consumo residencial de uma cidade com cerca de 500 mil habitantes (considerando consumo médio de 100 KWh/mês). Isso equivale à população de uma cidade do porte de Vila Velha.

A energia excedente é negociada no mercado pela Votorantim Energia, empresa do Grupo Votorantim que detém 29% do capital da Fibria e, juntamente com o BNDES, forma o grupo de controle da companhia. O gerente geral industrial da Fibria, Marcelo de Oliveira, observa que, num país em que mais de 60% da geração de energia provêm de usinas hidrelétricas e que vem enfrentando problemas de desabastecimento de água, ser autossuficiente em geração de energia é um diferencial importante.

Processos
A produção de energia na Fibria é feita por meio de dois diferentes processos.
Em um deles as toras de eucalipto são queimadas na caldeira de biomassa, produzindo vapor que aciona turbinas e gera energia. No outro processo, a madeira picada é cozida no digestor, equipamento que se assemelha a uma grande panela de pressão, separando os componentes lignina (que é a substância que une as fibras da madeira) e a celulose. Desse processo resulta uma substância chamada licor negro, que é queimado na caldeira de recuperação e gera vapor e energia.

Reaproveitamento
Grande parte dos resíduos gerados pela empresa também é reaproveitada ou comercializada. A Fibria reaproveita 88% dos resíduos que gera, conta que inclui a biomassa que serve de combustível para produzir energia. O que não é reaproveitado internamente é vendido: a empresa comercializa mensalmente cerca de 1.600 toneladas de resíduos como palitos e nós de madeira, sucatas metálicas e fibra de celulose recuperada do processo produtivo. Esses materiais são reaproveitados por outras empresas e deixam de ser enviados ao aterro industrial, o que representa ganho ambiental.

A companhia possui 967 mil hectares de florestas, sendo 563 mil hectares de florestas plantadas e 343 mil hectares de áreas de preservação e de conservação ambiental. A celulose produzida pela Fibria é exportada para mais de 40 países. Em maio de 2015, a Fibria anunciou a expansão da unidade de Três Lagoas, que terá uma nova linha com capacidade produtiva de 1,75 milhão de toneladas de celulose por ano, e entra em operação no quarto trimestre de 2017