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Fibria prevê atingir melhor julho de sua história em termos de vendas

Maior produtora mundial de celulose de eucalipto, a Fibria caminha para registrar o melhor mês de julho em vendas de sua história, disse o diretor comercial e de logística internacional da companhia, Henri Philippe Van Keer. No segundo trimestre, a Fibria teve resultado operacional recorde, beneficiado pela demanda consistente por celulose de eucalipto nos três mercados globais de referência, pela elevação dos preços e pelo câmbio favorável às exportações.

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Conforme o executivo, o aumento de preços de US$ 20 para a celulose de eucalipto anunciado para junho foi implementado e as cotações se mantiveram neste mês, refletindo o bom momento do mercado. “O mês de julho está indo muito bem e pode ser o melhor desde a criação da companhia.”

O diretor comercial disse ainda que, embora a imprensa especializada tenha noticiado que há pressão sobre os preços da celulose na Ásia, a Fibria não percebe “fraqueza na fibra de eucalipto”. “Não vemos redução de volume e preços na Ásia ou em outro mercado”, afirmou, acrescentando que a companhia, até o dia 15 deste mês, “fechou todos os negócios dentro do esperado em preços e volume”.

“A situação está muito boa e isso sem contar com a possível parada da maior linha [da Asia Symbol ] em Rizhao”, ressaltou. A produtora chinesa de celulose de fibra curta e papel está prestes a suspender a produção da matéria-prima em uma linha com capacidade de 1,5 milhão a 1,8 milhão de toneladas por ano instalada em Rizhao, por causa da seca que afeta a província de Shandong, reduzindo a oferta de fibra curta no mercado.

Na Europa, explicou o diretor da Fibria, há inércia um pouco maior na aplicação de reajustes, mas na maioria dos contratos o preço da matéria-prima vendida pela companhia já chegou aos US$ 810 por tonelada.

Para o presidente da companhia, Marcelo Castelli, a combinação de desempenho operacional, valorização do dólar e fundamentos de mercado sólidos garantiram resultado recorde no segundo trimestre. De abril a junho, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 1,157 bilhão, com alta de 95% na comparação anual.

“O cenário foi de forte demanda por celulose de eucalipto em todos os mercados, com aumento de capacidade [de produção] de papel na Ásia e bom momento para o papel de imprimir e escrever na Europa”, afirmou. A companhia registrou ainda o menor nível de endividamento líquido, de US$ 2,642 bilhões ou R$ 8,197 bilhões, e a menor alavancagem financeira (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda), de 1,95 vez em dólar, de sua história.

O lucro líquido de R$ 614 milhões da Fibria no segundo trimestre foi beneficiado pelo desempenho operacional e pelo resultado financeiro líquido positivo de R$ 321 milhões, influenciado pelo impacto do câmbio na parcela da dívida que está denominada em dólar. Na comparação anual, porém, o resultado final foi 2,8% inferior.

Conforme Castelli, a Fibria já fechou a contratação de uma série de pacotes referentes ao projeto de expansão da fábrica de Três Lagoas (MS), aprovado pelo conselho de administração e com investimento de US$ 2,5 bilhões. Na semana que vem, companhia deve definir os principais pacotes de processos, como pátio de madeira, linha de fibra, máquinas de secagem e ilha de recuperação química, entre outros. Conforme o executivo, essa etapa corresponde à mais importante e engloba “uma grande soma do total dos investimentos”.

Valor Econômico