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Está dada a largada para corrida global por nova fábrica de celulose

Grupos estrangeiros e investidores internacionais já estão se movimentando para uma nova fábrica de celulose e o Brasil é um forte candidato a receber o investimento

Investidores e produtores de celulose ao redor do mundo estão participando de uma espécie de corrida virtual, cujo vencedor anunciará antes da concorrência uma nova fábrica da matéria-prima, e o Brasil é forte candidato a receber o investimento, na avaliação da consultoria americana Forest2Market. A trajetória positiva dos preços, a demanda mundial em crescimento e a ausência de novas capacidades nos próximos dois anos alimentam a expectativa de que um novo projeto seja anunciado no curto prazo.

“O Brasil, e mais especificamente Mato Grosso do Sul, é hoje o local mais apropriado para uma nova fábrica por uma série de razões, entre as quais a disponibilidade de madeira”, afirma Marcelo Schmid, diretor da Forest2Market no Brasil. Uma nova linha, segue o executivo, teria capacidade instalada de 2 milhões de toneladas por ano, volume correspondente à demanda adicional de celulose por ano, e investimento da ordem de US$ 4,5 bilhões.

Grupos estrangeiros e investidores internacionais já andaram prospectando oportunidades em Mato Grosso do Sul. O grupo indonésio Royal Golden Eagle (RGE), dono da April e agora da brasileira Lwarcel Celulose, estaria avaliando as possibilidades no Estado há algum tempo, assim como a chilena Arauco, que tem florestas na região e chegou a negociar a compra da Eldorado Brasil.

Dentre as brasileiras, a Eldorado tem praticamente pronto o projeto de expansão da fábrica de Três Lagoas e a Fibria, situada no mesmo município, tem planos parecidos. Para Schmid, após concluir a fusão com a Fibria, a Suzano Papel e Celulose deve voltar a pensar em expansão rapidamente, para não perder o bom momento do setor. “O momento é bastante positivo, especialmente no Brasil. O setor é bastante resiliente à política e, apesar da crise, tem conseguido caminhar bem”, explica.

Além do Brasil, Argentina e Uruguai seriam candidatos em potencial a novos investimentos em celulose por causa da disponibilidade de madeira. A grave crise argentina, contudo, pode espantar os investidores agora. No Uruguai, há florestas de pinus prontas para industrialização, diz o executivo.

Segundo Schmid, há um fenômeno novo, decorrente dessa corrida mundial pela próxima fábrica de celulose. Europeus, chineses e japoneses têm vindo cada vez mais ao país em busca de madeira para exportação, com vistas a suprirem unidades no país de origem. “Há uma crescente procura por toras para fábricas no exterior”, diz.

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